The National Times - EUA e Índia lançam satélite de observação terrestre

EUA e Índia lançam satélite de observação terrestre


EUA e Índia lançam satélite de observação terrestre
EUA e Índia lançam satélite de observação terrestre / foto: © NASA/AFP

Um potente satélite desenvolvido pela Índia e pelos Estados Unidos foi lançado nesta quarta-feira (30) para detectar mínimas mudanças terrestres e glaciais com o objetivo de antecipar riscos naturais e fenômenos causados pela atividade humana.

Alterar tamanho do texto:

Batizado como NISAR, o satélite decolou às 17h40 locais (9h10 no horário de Brasília) do centro espacial de Satish Dhawan, na costa sudeste da Índia.

A transmissão ao vivo mostrou membros da equipe aplaudindo e se abraçando após o lançamento de uma missão que fortalece a relação entre Índia e Estados Unidos.

"Parabéns à Índia!", reagiu na rede social X Jitendra Singh, ministro indiano de Ciência e Tecnologia, convencido de que a iniciativa "muda as regras do jogo".

Seu objetivo é mapear "a superfície de nosso planeta" e "suas mudanças constantes e significativas", declarou Karen St. Germain, chefe da Divisão de Ciências da Terra da Nasa, a agência espacial americana.

"Algumas mudanças ocorrem lentamente. Outras de repente. Algumas são consistentes, enquanto outras são sutis", destacou.

Com a capacidade de detectar essas mudanças mínimas, da ordem de um centímetro, os cientistas poderão identificar sinais precursores de catástrofes naturais como terremotos, deslizamentos, erupções vulcânicas e desgastes de infraestruturas como barragens e pontes.

É "o radar mais sofisticado que já construímos", afirmou St. Germain.

Equipado com uma antena parabólica de 12 metros que será instalada no espaço, o satélite fotografará quase toda a superfície terrestre e suas geleiras duas vezes a cada 12 dias, de seus 747 quilômetros de altitude.

A Índia pretende observar suas zonas costeiras.

Os dados também permitirão orientar políticas agrícolas por meio do mapeamento de cultivos, monitoramento da saúde das plantações e umidade do solo.

A Nasa e a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO) dividiram os custos. A agência americana contribuiu com 1,2 bilhão de dólares (6,73 bilhões de reais) para o projeto, enquanto a ISRO gastou cerca de 90 milhões (504 milhões de reais).

O programa espacial indiano evoluiu consideravelmente nos últimos anos. Em 2014, instalou uma sonda na órbita de Marte e, em 2023, pousou um robô e um rover na Lua.

A Índia também enviou pela primeira vez um astronauta, Shubhanshu Shukla, à Estação Espacial Internacional (ISS), um passo fundamental para sua primeira missão tripulada independente, prevista para 2027.

W.Baxter--TNT

Apresentou

É possível desacelerar o desenvolvimento da IA?

Os principais empresários do setor da inteligência artificial dizem que querem reduzir o ritmo vertiginoso do desenvolvimento desta tecnologia, mas a concorrência, a reticência do governo dos Estados Unidos e fatores geopolíticos se interpõem no caminho.

Claro lança serviço de filtro de telemarketing e entra na disputa com Vivo

A operadora Claro iniciou nesta segunda-feira (14/09) a comunicação com seus clientes sobre o lançamento do 'Claro Anti Spam'. O novo serviço filtra automaticamente chamadas de telemarketing abusivo diretamente na rede, posicionando a empresa no mesmo campo tecnológico da concorrente Vivo, que já utiliza tecnologia similar há cerca de 18 meses.

Como os semáforos inteligentes com IA estão reduzindo o trânsito em grandes cidades

Cidades brasileiras como São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte estão adotando semáforos inteligentes que utilizam algoritmos e inteligência artificial para gerenciar o tráfego de forma dinâmica. A tecnologia ajusta os tempos dos faróis conforme a demanda real, resultando em redução significativa da lentidão e aumento da capacidade de circulação nos cruzamentos.

Autonomia de carros elétricos após oito anos: perda média e fatores

Após oito anos de uso, a maioria dos carros elétricos modernos mantém entre 70% e 90% da capacidade original da bateria. A perda de autonomia varia conforme o tipo de química da célula, o sistema de gerenciamento térmico e os hábitos de recarga do proprietário.

Alterar tamanho do texto: