The National Times - Análises revelam talentos ocultos de pintores do Egito Antigo

Análises revelam talentos ocultos de pintores do Egito Antigo


Análises revelam talentos ocultos de pintores do Egito Antigo
Análises revelam talentos ocultos de pintores do Egito Antigo / foto: © CEA ULIEGE/AFP

Em um retrato de Ramsés II feito há mais de 3.000 anos, o cetro do faraó foi sutilmente alterado. Análises científicas de obras do Egito Antigo revelam que os artistas daquela época eram mais criativos do que se pensava.

Alterar tamanho do texto:

Desde o século XIX, a egiptologia considerava a arte faraônica bastante convencional, enquadrada em códigos estritos, ressalta um estudo publicado nesta quarta-feira (12) na revista científica americana PLOS One, da Biblioteca Pública de Ciência.

Os pintores-artesãos que trabalharam nas criptas funerárias "não escapam dos preconceitos" de que se limitaram a copiar nas paredes motivos predefinidos, apontam os autores do estudo. Mas, ao analisarem as tumbas do Vale dos Reis, os cientistas descobriram traços de um nível de inventividade até então desconhecido.

Um exemplo que se destaca é a tumba do sacerdote Nakhtamon, decorada com uma representação de Ramsés II pintada por volta de 1.200 a.C.. A figura do faraó, de perfil, usa um toucado, colar e segura um cetro. Mas, por trás da imagem visível, esconde-se outra composição, descoberta por novos aparelhos portáteis e por análises químicas, que permitem estudar as obras sem danificá-las.

Essas ferramentas são instaladas em um pequeno robô, que se desloca pelos afrescos nas paredes. Graças à análise de diferentes comprimentos de onda, o robô pode "escanear o material" em profundidade, como se fosse um dispositivo médico, explicou à AFP Philippe Walter, do Centro Nacional francês de Pesquisa Científica (CNRS), coautor do estudo.

Em poucos instantes, aparecem traços invisíveis a olho nu, como um colar e toucado diferentes dos que se vê, descreveu o químico, especialista em estudo dos materiais do patrimônio cultural.

"Não esperávamos ver estas alterações na representação de um faraó", comentou o egiptólogo Philippe Martinez, pesquisador do CNRS e coautor do estudo.

- Liberdade de criação -

A pesquisa, feita por uma equipe interdisciplinar, revelou que outra sepultura, quase da mesma época (entre 1.400 e 1.200 a.C.), apresentava retoques semelhantes. Trata-se da tumba de Menna, onde uma pintura representa este nobre de Luxor com os braços estendidos para o deus da morte, Osíris.

É difícil estimar quantos anos se passaram entre as primeiras versões e os retoques, ou se foram obra dos mesmos artistas. Mas, para os cientistas, isso é suficiente para constatar que houve "liberdade de criação".

O fato derruba a visão de uma arte "onde qualquer traço é preparado com antecedência e o artista não cria nada quando está de frente para a parede", ressaltou Martinez.

Se essa prática se mostrasse corriqueira, aproximaria a arte faraônica dos "padrões estéticos modernos, alimentados pela arte greco-romana", disse o especialista.

A.Parker--TNT

Apresentou

Claro lança serviço de filtro de telemarketing e entra na disputa com Vivo

A operadora Claro iniciou nesta segunda-feira (14/09) a comunicação com seus clientes sobre o lançamento do 'Claro Anti Spam'. O novo serviço filtra automaticamente chamadas de telemarketing abusivo diretamente na rede, posicionando a empresa no mesmo campo tecnológico da concorrente Vivo, que já utiliza tecnologia similar há cerca de 18 meses.

Como os semáforos inteligentes com IA estão reduzindo o trânsito em grandes cidades

Cidades brasileiras como São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte estão adotando semáforos inteligentes que utilizam algoritmos e inteligência artificial para gerenciar o tráfego de forma dinâmica. A tecnologia ajusta os tempos dos faróis conforme a demanda real, resultando em redução significativa da lentidão e aumento da capacidade de circulação nos cruzamentos.

Autonomia de carros elétricos após oito anos: perda média e fatores

Após oito anos de uso, a maioria dos carros elétricos modernos mantém entre 70% e 90% da capacidade original da bateria. A perda de autonomia varia conforme o tipo de química da célula, o sistema de gerenciamento térmico e os hábitos de recarga do proprietário.

Restringir IA em excesso pode beneficiar China, diz presidente da Câmara dos EUA

O presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Mike Johnson, alertou neste domingo (13) que agir com muita pressa para conter o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) pode fazer com que os Estados Unidos percam a corrida tecnológica para a China.

Alterar tamanho do texto: