The National Times - EUA e Reino Unido forjam aliança estratégica ante novas ameaças

EUA e Reino Unido forjam aliança estratégica ante novas ameaças


EUA e Reino Unido forjam aliança estratégica ante novas ameaças
EUA e Reino Unido forjam aliança estratégica ante novas ameaças / foto: © AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e o primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, anunciaram uma nova aliança estratégica nesta quinta-feira (8) para se contrapor a Rússia e China, mas ambos ainda estão longe do acordo de livre comércio com o qual os britânicos tanto sonhavam após o Brexit.

Alterar tamanho do texto:

"Podemos contar um com o outro com uma confiança absoluta", afirmou Sunak em entrevista coletiva conjunta, na qual Biden assegurou que os Estados Unidos não têm "um aliado mais próximo" do que o Reino Unido.

A "declaração atlântica" firmada na Casa Branca por ambos prevê maior cooperação na indústria de defesa, energia nuclear civil e no abastecimento de metais indispensáveis para a transição energética.

Assim como outros aliados dos Estados Unidos, o Reino Unido está preocupado com as consequências da Lei de Redução da Inflação de Biden, que inclui subsídios milionários à indústria de energia verde, bem como um impulso à indústria nacional e de produtos fabricados nos Estados Unidos.

Sunak, contudo, não saiu de mãos vazias e conseguiu isenções importantes para a indústria britânica.

Em matéria de defesa, o presidente americano prometeu abrir o acesso ao mercado de seu país para industriais britânicos para promover o desenvolvimento de mísseis hipersônicos.

O acordo entre os dois países também abrange inteligência artificial, segurança energética e cadeias de suprimento.

Responde à nova doutrina econômica do governo Biden, para quem as políticas industrial e comercial devem estar sujeitas a considerações de segurança e soberania, rompendo assim com o dogma do livre-comércio.

- 'Aliança indispensável' -

"Países como China e Rússia estão dispostos a manipular e explorar ou roubar nossa propriedade intelectual, usar a tecnologia com fins autoritários e nos privar de recursos cruciais como energia", mas "não terão sucesso", disse Sunak.

Joe Biden criticou o colossal plano chinês de investimento internacional conhecido como as "Novas Rotas da Seda", que classificou de "programa de endividamento e confisco" que "não vai muito longe".

À luz das demonstrações de gentileza, a relação entre os dois países parece bastante mais fluida agora do que na época dos ex-primeiros-ministros britânicos Boris Johnson e Liz Truss.

Sunak até mesmo considerou que convém falar de "aliança indispensável" ao invés de "relação especial", termo geralmente utilizado para descrever os laços entre Londres e Washington.

À falta de um tratado de livre-comércio, Sunak deixa Washington com algum apoio dos Estados Unidos a suas ambições de regulamentar a inteligência artificial.

"Contamos com [o Reino Unido] para liderar os esforços" durante a primeira cúpula internacional sobre o assunto prevista para o segundo semestre, disse Biden. O presidente insistiu que a inteligência artificial "tem o potencial de causar grandes danos se não for controlada".

- Otan e Ucrânia-

O presidente dos Estados Unidos se mostrou mais cauteloso sobre o projeto de Londres de promover o ministro de Defesa Ben Wallace para o cargo de secretário-geral da Otan.

"Talvez" um britânico possa estar à frente da Aliança Atlântica quando terminar o mandato de Jens Stoltenberg em outubro, considerou Biden, mas "teremos que encontrar consenso dentro da Otan".

Joe Biden e Rishi Sunak já tinham se reunido várias vezes, à margem de cúpulas internacionais ou para lançar uma colaboração militar com a Austrália, mas o encontro na Casa Branca é a mais formal de todas elas.

Também nesta ocasião, a guerra na Ucrânia foi tema de discussão.

Biden elogiou o comprometimento do Reino Unido com a Ucrânia diante da invasão russa.

E acrescentou que disponibilizará os "recursos necessários" para apoiar a Ucrânia pelo "tempo que for preciso", apesar das ressalvas de alguns congressistas republicanos.

F.Hughes--TNT

Apresentou

GA-ASI e Saab realizam testes de voo avançados de alerta aéreo antecipado com o MQ-9B não tripulado

A General Atomics Aeronautical Systems, Inc. (GA-ASI) firmou uma parceria com a Saab para realizar testes de voo avançados de um sistema de alerta aéreo antecipado (AEW) em um sistema aéreo não tripulado (UAS). Os testes foram realizados nos últimos meses utilizando um MQ-9B fabricado pela GA-ASI, equipado com um radar LoyalEye da Saab, que operou a partir das instalações de operações de voo Desert Horizon da GA-ASI, no sul da Califórnia, nos EUA.

GA-ASI firma parceria com a Spirit Defense para a produção da aeronave de combate colaborativa FQ-42

SAN DIEGO, EUA/ ACCESS Newswire / 23 de outubro de 2026 / A General Atomics Aeronautical Systems, Inc. (GA-ASI), líder mundial em sistemas de aeronaves não tripuladas (UAS), anunciou uma colaboração com a Spirit Defense, uma empresa da Boeing, para apoiar a produção da estrutura da nova aeronave de combate colaborativa (CCA) FQ-42 Vengeance.

Falhas críticas de segurança detectadas por IA afetam sites de todo o mundo

A inteligência artificial encontrou falhas de segurança em PHP, uma linguagem de programação utilizada em 70% dos sites na internet, o que levou governos e empresas de todo o mundo a tirar suas páginas do ar nesta quinta-feira (22), de forma preventiva, para se protegerem.

P&G, Nestlé, Mars, AstraZeneca, ITC e Bekaert recebem os prêmios OMP Supply Chain Awards

Os prêmios reconhecem a inovação na cadeia de suprimentos, as parcerias de longo prazo e a participação na comunidade durante as conferências da OMP realizadas em Singapura e Xangai.

Alterar tamanho do texto: