The National Times - Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz

Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz


Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz
Trump rejeita plano iraniano para reabrir Estreito de Ormuz / foto: © AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitou neste sábado (26) um plano apresentado por Teerã para reabrir em um prazo de sete dias o estratégico Estreito de Ormuz.

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"Querem chegar a um acordo para abrir o estreito imediatamente porque estão perdendo terreno de forma estrondosa", afirmou Trump.

O Irã anunciou ontem que havia apresentado uma proposta aos Estados Unidos para reabrir o estreito em um prazo de sete dias, a contar a partir da validação do acordo.

"A escolha cabe agora" a Washington, declarou anteriormente o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, na sede da ONU em Nova York.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, especificou, por sua vez, que a proposta havia sido elaborada "em coordenação" com o líder supremo Mojtaba Khamenei, e que havia sido criada uma equipe de seis membros com "poder para tomar decisões".

- Retomada dos bombardeios? -

Em uma amostra da desconfiança entre os dois países, o presidente americano publicou ontem na rede Truth Social um mapa de Ormuz com a legenda "Estreito Trump".

Essa via marítima, por onde costumavam transitar 20% dos hidrocarbonetos mundiais, está no centro do conflito que Estados Unidos e Israel desencadearam no fim de fevereiro com bombardeios ao Irã.

Desde então, a República Islâmica reivindica o controle da passagem, e Washington impõe, em resposta, um bloqueio aos portos iranianos.

Antes da declaração de Trump, o Wall Street Journal, citando funcionários americanos como fontes, havia assegurado que o mandatário dos EUA teria rejeitado a oferta iraniana por considerar que Teerã não cumpriria suas exigências.

Segundo o jornal, o republicano avalia uma retomada dos bombardeios contra o Irã depois das eleições legislativas de meio de mandato, em novembro.

Washington não bombardeia o território iraniano desde 1º de setembro, quando uma série de ataques deixou cinco mortos e dezenas de feridos durante um casamento no sudeste do país, embora tenham ocorrido ataques contra navios em Ormuz.

Com a proximidade das eleições, o presidente americano vai ter que lidar com a impopularidade crescente da guerra no Oriente Médio, que fez os preços dos combustíveis disparar.

"A estabilidade dessa região vital está diretamente ligada à segurança energética mundial", ressaltou hoje o chanceler saudita, na Assembleia Geral da ONU. Maior exportador mundial de petróleo bruto, a Arábia Saudita é gravemente afetada pelos bloqueios nos estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb, e exigiu dos países um esforço maior para defender a a liberdade de navegação.

"A comunidade internacional tem estado ausente na hora de assumir suas responsabilidades diante de tudo o que ameaça a paz e a segurança internacionais", criticou o chanceler.

Seu colega russo afirmou que Moscou está disposta a ajudar a estabilizar a situação no Estreito de Ormuz. "Precisamos de confiança nas relações entre os Estados do Golfo, os Estados árabes e o Irã", ressaltou na ONU.

- Retorno ao protocolo de acordo -

"As medidas que os Estados Unidos devem tomar não são novas" e "já constam todas no protocolo de acordo" assinado em junho com Washington, havia declarado o chefe da diplomacia iraniana ao apresentar sua oferta.

 

O protocolo mencionava um cessar-fogo imediato das hostilidades em todas as frentes, incluindo o Líbano, onde o Exército israelense combate o grupo pró-Irã Hezbollah. Também previa o desbloqueio e pagamento de ativos iranianos congelados na esteira da Revolução Islâmica de 1979, bem como a suspensão das sanções ao petróleo iraniano e o fim do bloqueio naval americano contra o Irã.

Em entrevista exclusiva à AFP na última terça-feira, o porta-voz da Guarda Revolucionária, Hossein Mohebi, também insistiu no fim dos combates no Iêmen, país que se tornou uma nova frente regional em julho, com a retomada do conflito entre os houthis, pró-Irã, e o governo iemenita e sua aliada Arábia Saudita.

O movimento antigovernamental lançou em setembro uma ofensiva mortal, consolidando seu controle sobre o estreito de Bab el-Mandeb, outra passagem estratégica para as exportações de petróleo que conecta a Europa à Ásia pelo Canal de Suez.

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T.Ward--TNT