The National Times - Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã

Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã


Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã
Enviados dos EUA chegam ao Catar para discussões sobre Irã / foto: © Pool/AFP/Arquivos

Os enviados do presidente americano, Donald Trump, chegaram nesta terça-feira (30) a Doha para conversar com os mediadores sobre a guerra com o Irã. Segundo a chancelaria do Catar, Steve Witkoff e Jared Kushner não vão negociar diretamente com representantes de Teerã.

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O Irã também enviou uma delegação ao país do Golfo. Segundo o porta-voz da diplomacia iraniana, seus representantes vão conversar amanhã com os mediadores sobre os ativos do país congelados no exterior. Ele ressaltou que o Irã vai responder sistematicamente a qualquer violação por parte dos Estados Unidos do protocolo de acordo alcançado no último dia 17 para acabar com a guerra.

Um funcionário americano disse que os dois países haviam decidido interromper os ataques. Trump indicou ontem que o Irã havia pedido uma reunião, que aconteceria hoje, em Doha. A chancelaria iraniana confirmou o envio de uma delegação de especialistas ao Catar para discutir a aplicação das cláusulas do protocolo de acordo.

A tensão entre Washington e Teerã envolve sobretudo a gestão do Estreito de Ormuz, por onde transitava antes da guerra 20% do petróleo consumido no planeta. A rota marítima foi reaberta na semana passada, depois de permanecer bloqueada pelo Irã desde o início do conflito, em 28 de fevereiro.

Washington acusou Teerã de ter atacado dois navios na semana passada e bombardeou a República Islâmica na sexta-feira. O governo iraniano respondeu com ataques contra posições americanas na região do Golfo. As hostilidades, que se prolongaram até domingo, colocaram em risco o memorando de acordo assinado no último dia 17.

O chefe da equipe de negociação do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou hoje à imprensa estatal que Teerã prioriza a diplomacia com os Estados Unidos, mas que está preparada para "a guerra" caso não haja acordo. Também ressaltou que seu país não pôde exportar nenhum barril de petróleo durante o bloqueio americano aos seus portos, mas que, desde o fim dessa medida, exportou mais de 40 milhões de barris.

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T.Hancock--TNT