The National Times - Mundo enfrenta nova era de violência elevada, afirma estudo

Mundo enfrenta nova era de violência elevada, afirma estudo


Mundo enfrenta nova era de violência elevada, afirma estudo
Mundo enfrenta nova era de violência elevada, afirma estudo / foto: © AFP/Arquivos

O mundo enfrenta um nível elevado de violência, com o maior número de conflitos entre Estados desde o fim da Segunda Guerra Mundial e uma explosão de ataques contra civis em 2025, segundo um estudo norueguês publicado nesta terça-feira (9).

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"Infelizmente, não há muitas coisas positivas que eu consiga, de certa forma, extrair", afirmou Siri Aas Rustad, do Instituto de Pesquisa sobre a Paz de Oslo (Prio), ao apresentar o relatório anual do organismo.

Em 2025 foram registrados 65 conflitos que envolveram pelo menos um Estado, um novo recorde histórico desde 1946.

O número de conflitos entre Estados também dobrou em um ano, com oito, um recorde em 80 anos. A lista inclui as tensões fronteiriças entre Índia e Paquistão, entre Afeganistão e Paquistão, assim como entre Camboja e Tailândia, a invasão russa da Ucrânia, a operação militar israelense na Síria e vários conflitos vinculados às tensões regionais no Oriente Médio.

O ano de 2025 foi o terceiro mais letal desde o fim da Guerra Fria, com quase 245 mil mortes vinculadas aos combates e à violência política, incluindo 76.500 atribuídas a ataques contra civis.

O aumento expressivo deste último número se deve ao conflito entre o Exército e grupos paramilitares no Sudão, onde os massacres em Darfur deixaram quase 60 mil mortos.

"O que aconteceu nos últimos cinco ou seis anos é que temos vários grandes conflitos ocorrendo ao mesmo tempo e eles parecem se revezar. O mundo não tem nenhum descanso", afirmou Rustad.

O estudo é baseado em dados compilados pelo Uppsala Conflict Data Program (UCDP), vinculado à Universidade de Uppsala.

O estudo estabelece três tipos de violência organizada: os conflitos que envolvem pelo menos um Estado, os conflitos não estatais e as violências unilaterais contra civis.

O documento cita Israel como "um dos países mais agressivos do mundo neste momento", assim como conflitos geralmente ignorados, como os do Haiti (grupos criminosos) ou da Tanzânia (violência pós-eleitoral).

"Está claro que há muito mais tensão no mundo. Quero dizer, é seguro dizer que os Estados Unidos estão por trás de muita coisa. Não estão apenas atacando e aumentando a violência, mas também erguendo barreiras comerciais" desde o retorno de Donald Trump ao poder, acrescentou a pesquisadora.

T.Allen--TNT