The National Times - Dois complexos petroquímicos foram atacados no Irã após ameaças de Trump

Dois complexos petroquímicos foram atacados no Irã após ameaças de Trump


Dois complexos petroquímicos foram atacados no Irã após ameaças de Trump

Dois complexos petroquímicos iranianos, incluindo a maior instalação de gás do país, foram atacados nesta segunda-feira (6), após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçar destruir as infraestruturas civis caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz.

Alterar tamanho do texto:

O conflito, desencadeado em 28 de fevereiro por um ataque conjunto de EUA e Israel contra o Irã, causou milhares de mortes, abalou a economia global e não dá sinais de desescalada.

O Irã prometeu represálias "mais devastadoras" caso Trump cumpra sua ameaça de destruir pontes e usinas de energia iranianas em resposta ao bloqueio do Estreito de Ormuz.

"Abram essa porra de estreito, seus bastardos malucos, ou vocês vão viver no inferno", escreveu o presidente americano no domingo em sua plataforma Truth Social, estabelecendo posteriormente um novo ultimato, às 21h00 de terça-feira (horário de Brasília), para a reabertura do estreito.

Essa via é crucial para o transporte de hidrocarbonetos. Seu fechamento desde o início da guerra elevou os preços do petróleo e desestabilizou a economia global.

A Guarda Revolucionária, o exército ideológico do Irã, declarou nesta segunda-feira que as condições no Estreito de Ormuz "nunca mais voltarão ao seu estado anterior, especialmente para os Estados Unidos e Israel".

Essa organização militar alegou que um ataque israelense ao amanhecer matou seu chefe de inteligência, o general Majid Khademi.

"Vamos atingir qualquer um que tente nos prejudicar", declarou o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, depois que seu ministro da Defesa, Israel Katz, confirmou que o exército do país estava por trás do ataque.

- Complexos petroquímicos atacados -

Sem esperar até quarta-feira, Israel afirmou ter atacado o complexo petroquímico de South Pars, localizado em Asaluyeh, na costa do Golfo, onde a mídia local noticiou múltiplas explosões.

Em meados de março, Israel já havia atacado as instalações de South Pars, a maior reserva de gás natural conhecida do mundo, que se estende entre Irã e Catar.

Essa central "garante quase metade da produção petroquímica" do Irã, declarou Israel Katz em uma mensagem de vídeo nesta segunda-feira.

Pouco depois, as autoridades iranianas relataram um ataque a uma segunda instalação petroquímica em Marvdasht, no sul do Irã, que causou "danos menores".

No sábado, outra central petroquímica foi atacada em Mahshahr, no sudoeste do país, e deixou cinco mortos. Segundo Katz, os ataques a South Pars e Mahshahr paralisaram instalações que, juntas, respondem por 85% das exportações petroquímicas do Irã.

- "Crimes de guerra" -

Em Israel, os socorristas anunciaram a recuperação dos corpos das quatro pessoas desaparecidas nos escombros de um prédio residencial na cidade de Haifa, no norte do país, após o impacto de um míssil iraniano no domingo.

O exército israelense afirmou ter realizado uma nova série de ataques contra Teerã.

Na capital iraniana, uma instalação de gás foi danificada em um ataque, interrompendo temporariamente o fornecimento de gás para parte da cidade, segundo a emissora estatal Irib. Uma universidade próxima também foi danificada.

Segundo a mídia iraniana, vários ataques também ocorreram em bairros residenciais de Teerã, onde oito hospitais precisaram ser evacuados.

A agência de notícias Tasnim noticiou quase 30 mortes em diversos ataques por todo o país.

Após as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de atacar infraestruturas civis, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadim, denunciou possíveis "crimes de guerra".

Qualquer ataque contra as infraestruturas civis, particularmente instalações de energia, é "ilegal" e "inaceitável", alertou o presidente do Conselho Europeu, António Costa, nesta segunda-feira.

O Irã continuou seus ataques contra os países do Golfo. O Kuwait relatou um ataque com mísseis e drones que deixou seis feridos, e os Emirados Árabes Unidos relataram um ferido por destroços de drones interceptados pelas defesas aéreas.

No Líbano, a outra grande frente da guerra, um novo bombardeio israelense atingiu o sul de Beirute, considerado um reduto do grupo pró-Irã Hezbollah, após um alerta de evacuação.

- Trump não validou cessar-fogo proposto por mediadores -

Apesar de tudo, os esforços diplomáticos continuam para pôr fim ao conflito, especialmente para reabrir o vital Estreito de Ormuz.

O Irã continuará a guerra enquanto as autoridades políticas "considerarem oportuno", declarou Mohammad Akraminia, porta-voz do exército, nesta segunda-feira.

A Casa Branca confirmou nesta segunda-feira que recebeu uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 45 dias com o Irã, mas especificou que o presidente Donald Trump "não a validou".

O presidente tem uma coletiva de imprensa marcada para as 13h00, horário local (14h00 em Brasília).

burx-maj/vl/pc/jvb/hgs/an/aa

Q.Marshall--TNT

Apresentou

Trump afirma que proposta de cessar-fogo na guerra com Irã 'não é suficiente'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (6) que a proposta de um cessar-fogo de 45 dias no conflito com o Irã é um “passo muito significativo”, mas “não é suficiente”, depois que um veículo de comunicação iraniano informou que Teerã rejeitou um plano de trégua.

Congressistas democratas dos EUA denunciam 'bombardeio econômico' contra Cuba após visitar Havana

Dois congressistas democratas dos Estados Unidos se reuniram em Havana com o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, na primeira visita de membros do Congresso desde que Washington impôs um bloqueio petrolífero contra a ilha, uma medida que qualificaram como um "bombardeio econômico".

Milei recebe Kast após captura frustrada de ex-guerrilheiro chileno na Argentina

O presidente da Argentina, Javier Milei, e seu homólogo do Chile, José Antonio Kast, se reuniram em Buenos Aires, nesta segunda-feira (6), na primeira visita oficial do mandatário chileno desde que assumiu o poder em março e após a captura frustrada de um ex-guerrilheiro procurado por Santiago.

Butcha: Quando os assassinos russos chegaram...

Há quatro anos, a 31 de março de 2022, as tropas ucranianas libertaram a cidade de Butcha, perto de Kiev, da ocupação russa. O que encontraram chocou o mundo: havia cadáveres nas ruas e foram descobertas valas comuns nos quintais. Centenas de civis foram raptados, torturados e fuzilados durante a ocupação de quase quatro semanas.Os investigadores constataram que muitas vítimas tinham as mãos amarradas e ferimentos de bala na cabeça. Uma missão da ONU documentou dezenas de execuções sumárias e mortes extrajudiciais de pessoas desarmadas. A Amnistia Internacional falou de execuções seletivas e violência cruel. Estes crimes são considerados crimes de guerra. Roman Andrejewitsch Rudenko, procurador-geral da URSS e principal acusador soviético no Julgamento de Nuremberga contra os principais criminosos de guerra da Segunda Guerra Mundial, revirar-se-ia no túmulo, pois foi Rudenko quem, há tantas décadas em Nuremberga, exigiu: «Nunca mais poderá haver uma guerra com atrocidades horríveis», atrocidades que hoje a soldadesca russa comete e pelas quais a Rússia é considerada um Estado terrorista anti-social e pária entre os Estados democráticos.

Alterar tamanho do texto: