The National Times - Candidato ao Congresso da Colômbia desaparece em meio à violência política

Candidato ao Congresso da Colômbia desaparece em meio à violência política


Candidato ao Congresso da Colômbia desaparece em meio à violência política
Candidato ao Congresso da Colômbia desaparece em meio à violência política / foto: © AFP

Um candidato ao Congresso da Colômbia desapareceu na quarta-feira (25) e outra candidata foi libertada depois de quase 24 horas de suposta retenção, a poucos dias das eleições legislativas de 8 de março, marcadas pela violência política, informaram autoridades.

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Andrés Vásquez, membro de um partido de direita que concorre ao Senado, e Anita Guetío, uma indígena que busca chegar à Câmara dos Deputados, desapareceram em plena campanha.

Guetío reapareceu nesta quinta-feira (26) "sã e salva", mas o paradeiro de Vásquez ainda é desconhecido.

O país vive a maior crise de segurança em uma década antes da votação. Em 31 de maio, os colombianos também vão eleger o sucessor do presidente Gustavo Petro.

"[Guetío] está ilesa. Mas estamos preocupados porque estes atos não deveriam ocorrer", disse à imprensa o procurador-geral Gregorio Eljach.

A candidata perdeu contato quando se deslocava junto com sua equipe de trabalho por uma rodovia do departamento de Cauca (sudoeste), onde há atuação de grupos guerrilheiros.

Seu veículo "foi furtado [...] no momento da suposta retenção", escreveu no X a Unidade Nacional de Proteção, órgão responsável pela segurança de políticos e candidatos ameaçados.

Por sua vez, Vásquez desapareceu na manhã de quarta-feira, quando deixava a residência de seu pai em Pelaya, informou sua mulher. Familiares encontraram seu carro abandonado.

"Estamos agindo com toda a capacidade e determinação da Força Pública para encontrá-los e trazê-los de volta para seus lares sãos e salvos", publicou no X Pedro Sánchez, ministro da Defesa, antes que Guetío reaparecesse.

Os desaparecimentos se somam a vários ataques contra políticos na Colômbia, onde grupos criminosos continuam atuando desde o acordo de paz com a extinta guerrilha das Farc, em 2016.

Os grupos armados, que se financiam por meio do narcotráfico, da extorsão e do garimpo ilegal, usam a violência para tentar impor um controle territorial e exercer pressão nas eleições.

I.Paterson--TNT