The National Times - Primeiro-ministro britânico se reúne com Trump para pedir garantias à Ucrânia

Primeiro-ministro britânico se reúne com Trump para pedir garantias à Ucrânia


Primeiro-ministro britânico se reúne com Trump para pedir garantias à Ucrânia
Primeiro-ministro britânico se reúne com Trump para pedir garantias à Ucrânia / foto: © POOL/AFP

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, se reúne nesta quinta-feira (27) com Donald Trump para pedir "garantias" dos Estados Unidos diante de um eventual cessar-fogo na Ucrânia, ao considerar que esta seria a única maneira de dissuadir o líder russo, Vladimir Putin, de voltar a invadir o território do país vizinho.

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A viagem a Washington foi precedida pela visita do presidente francês, Emmanuel Macron, à Casa Branca, em meio a crescentes preocupações na Europa de que Trump deixe Kiev de lado nas negociações com Putin.

Reino Unido e França estão à frente de propostas para enviar uma força de manutenção da paz europeia à Ucrânia, caso a surpreendente decisão de Trump de iniciar negociações diretas com Putin resulte em um acordo para pôr fim à guerra.

Mas, em troca, pedem garantias de segurança dos Estados Unidos, temendo que Trump se coloque ao lado da Rússia e rompa décadas de aliança transatlântica.

"A garantia de segurança tem que ser suficiente para dissuadir Putin", declarou Starmer durante o embarque para Washington.

"Se houver um cessar-fogo sem uma garantia, simplesmente dará a oportunidade para que ele (Putin) espere e volte a atacar, porque sua ambição em relação à Ucrânia é bem óbvia", acrescentou.

Os europeus buscam possíveis contribuições dos Estados Unidos, como cobertura aérea, inteligência e logística, para apoiar os militares que serão enviados para manter um eventual cessar-fogo.

- "Compensação" -

Trump parece indiferente, pois acredita que a Europa deve se envolver mais no apoio à Ucrânia.

"Bem, eu não vou dar muitas garantias de segurança. Vamos deixar a Europa fazer isso", disse Trump aos jornalistas na quarta-feira.

Um alto funcionário de sua administração afirmou que o essencial é garantir um cessar-fogo.

"O tipo de força depende muito do acordo político que for feito para pôr fim à guerra. E acho que esse compromisso é parte do que os líderes vão discutir hoje", disse o funcionário aos jornalistas.

A reunião no Salão Oval promete ser um choque de estilos entre o sereno líder trabalhista, um ex-advogado de direitos humanos, e o colérico magnata republicano.

Starmer, que dará uma coletiva de imprensa conjunta com o presidente dos Estados Unidos, quer ser uma "ponte" entre Trump e a Europa sobre a Ucrânia.

O primeiro-ministro britânico chega com boas notícias para Trump: um aumento nos gastos com defesa do Reino Unido para 2,5% até 2027.

- "Um tipo amável" -

Além disso, Starmer espera evitar as tarifas drásticas que Trump prometeu impor à União Europeia.

O comércio "sem dúvida fará parte da conversa", acrescentou o funcionário americano.

Mas, assim como Macron na segunda-feira, será difícil convencer o republicano, especialmente sobre a Ucrânia.

Na semana passada, Trump chamou Starmer de um "tipo muito amável", mas reclamou que o premiê britânico e Macron não haviam feito "nada" para pôr fim à guerra na Ucrânia.

O presidente dos Estados Unidos surpreendeu seus aliados europeus ao deixá-los de fora, assim como fez com a Ucrânia, das negociações de paz iniciadas com a Rússia.

A preocupação aumentou quando Trump chamou seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelensky, de "ditador" e repetiu as justificativas de Moscou, culpando Kiev pela invasão russa em fevereiro de 2022.

Apesar disso, houve avanços nos últimos dias para alcançar um acordo que ponha fim a mais de três anos de combates sangrentos.

Zelensky irá à Casa Branca na sexta-feira para assinar um acordo que dará a Washington acesso às terras raras da Ucrânia, o que Trump exigiu como compensação pela ajuda militar americana.

O presidente ucraniano espera que o acordo forneça uma garantia de apoio futuro dos Estados Unidos.

Starmer receberá Zelensky, Macron e outros líderes europeus no Reino Unido no domingo.

Em Moscou, Putin afirmou nesta quinta-feira que as conversações iniciais entre a Rússia e os Estados Unidos "dão alguma esperança" de resolver "problemas" como a guerra na Ucrânia.

S.Clarke--TNT

Apresentou

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