The National Times - Chefe do Pentágono visita Guantánamo, a 'linha de frente da guerra' migratória

Chefe do Pentágono visita Guantánamo, a 'linha de frente da guerra' migratória


Chefe do Pentágono visita Guantánamo, a 'linha de frente da guerra' migratória
Chefe do Pentágono visita Guantánamo, a 'linha de frente da guerra' migratória / foto: © DoD/AFP

O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, visitou nesta terça-feira (25) a base americana de Guantánamo em Cuba, que classificou de "linha de frente da guerra" migratória.

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A base é conhecida por sua prisão militar, criada após os ataques de 11 de setembro de 2001. Quinze pessoas continuam presas lá. O presidente americano, o republicano Donald Trump, quer instalar ali um centro de detenção para 30.000 migrantes.

"Cheguei à Base Naval da Baía de Guantánamo, na linha de frente da guerra contra a fronteira sul dos Estados Unidos", afirmou o chefe do Pentágono na rede social X, referindo-se ao fluxo de migrantes em situação irregular através do México.

"A proteção do território soberano dos Estados Unidos é a missão" do Departamento de Defesa e "agimos com rapidez para implementar as ordens executivas do Comandante em Chefe", Donald Trump, "sobre segurança fronteiriça", acrescentou.

A mensagem está acompanhada de um vídeo onde Hegseth aparece cumprimentando as tropas na base no sudeste de Cuba, onde ele já serviu como oficial militar.

Mais tarde, publicou imagens nas quais aparece reunido com outros militares.

"Estes guerreiros apoiam diretamente a detenção e deportação de perigosos estrangeiros ilegais. Não podemos agradecer o suficiente a eles ou às suas famílias", escreveu.

Na quinta-feira passada, 177 migrantes venezuelanos que estavam detidos em Guantánamo foram enviados à Venezuela, como parte de acordos bilaterais.

O Comando Sul dos Estados Unidos afirmou nesta terça que há "17 estrangeiros ilegais de alta ameaça" que chegaram à base no fim de semana, mas não especificou suas nacionalidades.

Hegseth escreveu no X que presenciou a chegada de um avião militar americano que transportava mais migrantes detidos, sem esclarecer quantos.

O Pentágono se sente orgulhoso de colaborar com outras agências governamentais "para expulsar aqueles que transgrediram nossa soberania territorial", acrescentou.

Em meados de fevereiro, organizações de direitos humanos e refugiados entraram com uma ação judicial contra o governo Trump solicitando acesso aos migrantes detidos em Guantánamo. Elas citam a falta de informação sobre a duração e as condições de sua detenção.

Em janeiro, a ONU pediu que os migrantes fossem detidos apenas "como último recurso".

Trump fez do combate à imigração irregular uma prioridade máxima e prometeu uma vasta campanha de deportação.

Ao retornar à Casa Branca, o presidente republicano declarou o estado de emergência na fronteira entre Estados Unidos e México e enviou militares para protegê-la.

M.Wilson--TNT

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