The National Times - Síria esboça bases de novo Estado em conferência de diálogo nacional

Síria esboça bases de novo Estado em conferência de diálogo nacional


Síria esboça bases de novo Estado em conferência de diálogo nacional
Síria esboça bases de novo Estado em conferência de diálogo nacional / foto: © Sana/AFP

A conferência de diálogo nacional realizada nesta terça-feira (25), em Damasco, esboçou as bases do novo Estado sírio, após a queda de Bashar al Assad, com a implementação de uma justiça de transição e um monopólio do Estado sobre as armas.

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A conferência foi organizada pelas autoridades lideradas pelo presidente interino Ahmad al Sharaa, que exaltou uma "nova fase histórica" após cerca de 14 anos de guerra civil.

Sharaa foi nomeado presidente interino em janeiro, após uma ofensiva de uma coalizão liderada pelo grupo islamista radical Hayat Tahrir al Sham (HTS) destituir Bashar al Assad e assumir o poder em 8 de dezembro. Ele havia anunciado que implementaria um diálogo nacional durante o período de transição.

Um governo provisório está encarregado de administrar o país até o dia 1º de março, data em que a Síria deverá contar com um novo governo que reflita "a diversidade" do povo sírio, de acordo com as novas autoridades.

As recomendações da declaração final "servirão de base" para um plano de reforma das instituições, indicou a comissão que organizou a conferência, da qual participaram representantes da sociedade civil, das comunidades religiosas, personalidades da oposição e artistas.

Na declaração, os participantes reivindicaram um "monopólio das armas nas mãos do Estado, a construção de um exército nacional profissional e a consideração de qualquer formação armada à margem das instituições oficiais como grupos ilegais", uma alusão implícita às Forças Democráticas Sírias (FDS), lideradas pelos curdos, e aos grupos armados que se recusaram a entregar as armas após a queda de Assad.

A administração autônoma liderada pelos curdos, que controla grande parte do nordeste da Síria, e seu braço armado, as FDS, não foram convidadas para o evento.

"Esta conferência não representa o povo sírio e, como parte integrante da Síria e sem termos sido representados [...] não participaremos na implementação de seus resultados", declararam as FDS em um comunicado.

O comunicado final defende a "unidade" do país e insta as autoridades a formar "um comitê" que redija um "projeto de Constituição permanente", que "ancore os valores de justiça, liberdade, igualdade e fundamente um Estado de direito".

Os participantes rejeitaram "qualquer forma de violência, provocação e vingança" e pediram a "implementação de uma justiça de transição".

T.Allen--TNT

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