The National Times - As reações à proposta de Trump de 'tomar o controle' da Faixa de Gaza

As reações à proposta de Trump de 'tomar o controle' da Faixa de Gaza


As reações à proposta de Trump de 'tomar o controle' da Faixa de Gaza
As reações à proposta de Trump de 'tomar o controle' da Faixa de Gaza / foto: © AFP

Organizações palestinas, vários países árabes e ocidentais e a ONU repudiaram, nesta quarta-feira (5), a proposta do presidente americano, Donald Trump, de tirar a população da Faixa de Gaza e transformá-la em um território gerido pelos Estados Unidos para solucionar o conflito entre o Hamas e Israel.

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Trump voltou a propor que os moradores de Gaza, território em ruínas após 15 meses de guerra, vão viver na Jordânia e no Egito, dois países que já expressaram sua oposição.

"Os Estados Unidos vão tomar o controle da Faixa de Gaza", assegurou Trump na terça-feira, sugerindo uma "propriedade de longo prazo" para transformar o território na "Riviera do Oriente Médio".

Confira a seguir as principais reações às declarações de Trump.

- Hamas -

O movimento islamista palestino "condena nos termos mais enérgicos as declarações de Trump com vistas a uma ocupação americana da Faixa de Gaza e o deslocamento do nosso povo".

- Autoridade Palestina -

"O presidente Mahmud Abbas e os líderes palestinos rejeitam energicamente os apelos para tomar o poder da Faixa de Gaza e para tirar os palestinos de sua terra natal", disse o porta-voz da Autoridade Palestina, Nabil Abu Roudeina.

- ONU -

"Qualquer translado forçado ou deportação de pessoas de um território ocupado está estritamente proibido", disse o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk.

Ele também lembrou que "o direito à autodeterminação é um princípio fundamental do direito internacional e deve ser protegido por todos os Estados".

- Brasil -

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que "quem tem que cuidar de Gaza são os palestinos. O que eles precisam é de uma reparação de tudo aquilo que foi destruído".

- Arábia Saudita -

"A Arábia Saudita reafirma seu repúdio categórico a qualquer violação dos direitos do povo palestino, seja pela colonização, anexação dos territórios palestinos ou deslocamento forçado de palestinos", manifestou-se o Ministério das Relações Exteriores saudita.

- Egito -

O ministro egípcio das Relações Exteriores, Badr Abdelatty, insistiu na "importância de avançar rapidamente nos projetos de recuperação (...) sem que os palestinos abandonem a Faixa de Gaza".

- Turquia -

"A declaração de Trump sobre Gaza é inaceitável", disse o ministro das Relações Exteriores, Hakan Fidan. "Expulsá-los de Gaza é uma questão que nem nós, nem os países da região podemos aceitar", acrescentou, referindo-se aos palestinos residentes no território.

- China -

"A China sempre apoiou o fato de que um governo palestino dos palestinos era o princípio básico do governo de Gaza no pós-guerra e nos oporemos ao translado forçado dos habitantes de Gaza", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Lin Jian.

- Rússia -

- França -

"A França se opõe plenamente ao deslocamento de populações", disse a porta-voz do governo francês, Sophie Primas, qualificando as declarações de Trump de "perigosas para a estabilidade e para o processo de paz".

- Reino Unido -

Os palestinos de Gaza "devem poder retornar a seus lares, devem poder reconstruir e devemos estar com eles nesta reconstrução, no caminho para uma solução de dois Estados", disse o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

- Alemanha -

A Faixa de Gaza "pertence aos palestinos" e "deve", assim como a Cisjordânia e Jerusalém Oriental, "fazer parte do futuro Estado palestino", disse a ministra alemã das Relações Exteriores, Annalena Baerbock.

- Espanha -

"Gaza é a terra dos palestinos gazeus, os gazeus palestinos devem permanecer em Gaza. Gaza faz parte do futuro Estado palestino no qual a Espanha aposta", disse o ministro espanhol das Relações Exteriores, José Manuel Albares.

H.Davies--TNT

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