The National Times - Lula indica Flávio Dino para vaga no STF

Lula indica Flávio Dino para vaga no STF


Lula indica Flávio Dino para vaga no STF
Lula indica Flávio Dino para vaga no STF / foto: © AFP

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou, nesta segunda-feira (27), o ministro da Justiça, Flávio Dino, para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), em meio às tensões entre o poder judiciário e o Congresso.

Alterar tamanho do texto:

"O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, encaminhou, nesta segunda-feira, 27 de novembro, ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco" a indicação de Flávio Dino ao cargo de ministro do STF, informou o Palácio do Planalto em um comunicado.

Lula também indicou o subprocurador Paulo Gonet para comandar a Procuradoria-Geral da República (PGR), outro cargo que também está vago.

As nomeações serão analisadas pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, onde os dois candidatos passarão por uma sabatina. Em seguida, precisarão da aprovação do plenário da casa.

Dino e Gonet precisam do apoio da maioria do Senado - 41 votos dos 81 senadores - para serem oficialmente nomeados.

"Agradeço [ao presidente Lula] por mais essa prova de reconhecimento profissional e confiança na minha dedicação a nossa Nação. Doravante irei dialogar em busca do honroso apoio dos colegas senadores e senadoras", reagiu Flávio Dino na rede social X, antigo Twitter. Se aprovado, o atual ministro da Justiça substituirá no STF a ex-ministra Rosa Weber, que se aposentou em 2 de outubro passado, aos 75 anos.

Dino foi anteriormente juiz federal e, após ingressar na política, tornou-se deputado, governador do Maranhão por dois mandatos e senador eleito em 2022 pelo PSB.

Como ministro, ganhou destaque ao enfrentar os responsáveis pelo ataque de 8 de janeiro em Brasília, quando apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e vandalizaram as sedes dos Três Poderes, clamando por um golpe de Estado.

Mas sua gestão também foi marcada por crises na segurança pública de estados como Rio de Janeiro e Bahia, onde atuam poderosas facções criminosas.

Gonet, de 62 anos, é atualmente subprocurador-geral da República. Desde 2021, também atua como vice-procurador-geral eleitoral, representando o Ministério Público Eleitoral nos processos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Ele participou em junho do julgamento que condenou e cassou os direitos políticos de Bolsonaro.

Pacheco assegurou nesta segunda-feira que o Senado analisará os nomes dos indicados em dezembro, antes do recesso legislativo.

Lula chegou a ficar sob pressão de organizações civis para nomear, pela primeira vez na história, uma mulher negra como magistrada do STF. No entanto, o presidente disse que "gênero ou cor" não estavam em discussão e que buscava apenas a pessoa "mais adequada" para ocupar o cargo.

Se Dino for confirmado, o tribunal ficará composto por apenas uma mulher entre seus 11 membros e nenhum integrante negro.

A presidência rotativa do tribunal está nas mãos do ministro Luís Roberto Barroso, de 65 anos, um liberal que, durante sua posse em setembro, prometeu que o tribunal conviverá "em harmonia" com o Congresso e os demais poderes.

No entanto, a relação rapidamente ficou tensa, com a aprovação no Senado na semana passada de uma proposta de emenda constitucional (PEC) que limita os poderes individuais dos magistrados, o que foi criticado pelos membros do STF.

F.Lim--TNT