The National Times - Maduro protesta por renovação das sanções da UE contra Venezuela

Maduro protesta por renovação das sanções da UE contra Venezuela


Maduro protesta por renovação das sanções da UE contra Venezuela
Maduro protesta por renovação das sanções da UE contra Venezuela / foto: © AFP/Arquivos

O Conselho da União Europeia (UE) anunciou, nesta segunda-feira (13), que renovou as sanções à Venezuela, mas limitando-as a seis meses, em uma nova resolução que o governo de Nicolás Maduro rejeitou e tachou de "ilícita".

Alterar tamanho do texto:

Em um comunicado, o Conselho informou que "decidiu estender excepcionalmente suas medidas restritivas por somente seis meses, ao invés de um ano, até 14 de maio de 2024".

A resolução foi rechaçada pelo governo da Venezuela, que tachou a medida de "arrogante e ilícita", e assinalou que tal decisão "os inabilita de participar nos processos políticos venezuelanos".

A UE "reflete [...] uma vez mais a continuidade de sua política de ingerência nos assuntos internos da República Bolivariana da Venezuela, aplicando medidas degradantes, prejudiciais e injustas", disse a Chancelaria venezuelana em comunicado.

As sanções da UE contra a Venezuela foram impostas em 2017 diante da "deterioração da democracia, do Estado de Direito e dos direitos humanos".

O governo e a oposição venezuelana estabeleceram em outubro a realização de eleições presidenciais em 2024 com a presença de observadores internacionais, entre eles a UE.

Na nota divulgada esta segunda, o Conselho saudou o acordo entre governo e oposição, acrescentando que o mesmo "representa um passo positivo e necessário na continuidade de um diálogo [...] até a restauração da democracia".

Assim, a decisão de estender as sanções por um semestre, ao invés de um ano, ocorreu "neste contexto e no marco da revisão anual" das medidas restritivas.

O Conselho da UE "está disposto a tomar medidas e considerar a flexibilização ou a revogação das medidas restritivas em função da evolução da situação e da aplicação do acordo político", acrescenta a nota.

O acordo selado entre o governo e a oposição da Venezuela propõe que o processo eleitoral presidencial seja realizado no segundo semestre de 2024, atendendo o cronograma constitucional.

As sanções da UE contra a Venezuela incluem um embargo de armas e de equipamentos para repressão, além de um veto de vistos para 54 cidadãos, bem como o congelamento de eventuais ativos que possuam na Europa.

A.M.Owen--TNT