The National Times - EUA destina quase US$ 485 milhões para migrantes nas Américas

EUA destina quase US$ 485 milhões para migrantes nas Américas


EUA destina quase US$ 485 milhões para migrantes nas Américas
EUA destina quase US$ 485 milhões para migrantes nas Américas / foto: © AFP

Os Estados Unidos vão destinar quase 485 milhões de dólares (2,3 bilhões de reais na cotação atual) à ajuda humanitária para migrantes e refugiados na América Latina e Caribe, informou nesta segunda-feira (6) o secretário de Estado americano, Antony Blinken.

Alterar tamanho do texto:

O presidente Joe Biden fez o anúncio durante a primeira Cúpula de Líderes da Aliança para a Prosperidade Econômica nas Américas (APEP), organizada na sexta-feira na Casa Branca, disse ele em um comunicado.

A ajuda irá para "refugiados, migrantes e outras populações vulneráveis", incluindo os deslocados na América Latina e Caribe e "pela crise política e econômica na Venezuela", disse Blinken.

Mais de 310 milhões de dólares (1,5 bilhão de reais) serão desembolsados por meio do Escritório de População, Refugiados e Migração do Departamento de Estado, e outros 174 milhões de dólares (852 milhões de reais), por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID, na sigla em inglês), detalhou.

A migração foi um dos temas discutidos na APEP. Alguns países de acolhimento e de trânsito afirmam estar sobrecarregados pela crise migratória.

"É hora (…) de os países receptores fornecerem colaboração e recursos de forma direta" àqueles "que também estão dando apoio direto aos migrantes para que sua passagem seja ordenada e segura", disse o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves, em discurso na Organização dos Estados Americanos (OEA) logo após a cúpula.

A migração é um grande problema para Biden, candidato à reeleição nas eleições presidenciais de 2024.

Segundo dados oficiais, a patrulha fronteiriça dos Estados Unidos realizou mais de 1.750.000 interceptações de migrantes entre janeiro e setembro deste ano.

Os republicanos, e especialmente o antecessor de Biden e possível adversário eleitoral Donald Trump, acusam o presidente de não agir com firmeza suficiente face à crise migratória.

Para que a migração seja "ordenada", como propõem os democratas, Washington abriu escritórios no Equador, Colômbia, Costa Rica e Guatemala para que os migrantes possam pedir asilo ao país onde se encontram, ou regularizar sua situação.

Eles também têm a opção de obter autorizações humanitárias de reagrupamento familiar ou de usar um aplicativo para celular (CBP One) que lhes permite solicitar uma consulta para entrar no país.

Com algumas exceções, os migrantes que entram nos Estados Unidos sem ser por essas vias, ou sem visto, estão expostos à repatriação e estão proibidos de retornar ao país por um período de cinco anos. Se fizerem isso, podem ser processados.

A.Robinson--TNT

Apresentou

Ceuta alerta que situação dos menores migrantes é 'insustentável'

O presidente de Ceuta, Juan Jesús Vivas, alertou nesta quarta-feira (5) que o número de menores migrantes que permanecem nesse enclave espanhol no norte da África após a crise migratória é “insustentável” e pediu ajuda ao governo.

Colômbia alerta para possíveis 'atos de terrorismo' na posse de De la Espriella

O governo que está deixando o poder na Colômbia alertou, nesta quarta-feira (5), sobre possíveis "atos de terrorismo" durante a cerimônia de posse do novo presidente, Abelardo de la Espriella, marcada para sexta-feira em Cali, cidade do sudoeste do país recentemente atingida por atentados atribuídos a guerrilhas.

EUA reembolsou cerca de US$ 100 bilhões em tarifas de Trump

O governo dos Estados Unidos reembolsou cerca de 100 bilhões de dólares (R$ 511 bilhões) em tarifas desde que a Suprema Corte anulou a maior parte dessas cobranças em uma decisão proferida neste ano, segundo documentos judiciais aos quais a AFP teve acesso nesta quarta-feira (5).

Esquerda venezuelana se divide diante da aproximação com os EUA

"Nem colônia, nem tutela, a pátria não se entrega!", gritavam militantes de esquerda venezuelanos em um recente protesto em Caracas. Após 25 anos de discursos anti-imperialistas do chavismo governante, eles fazem parte da parcela da população indignada com a mudança de rumo e a extrema proximidade com os Estados Unidos.

Alterar tamanho do texto: