Google restringe acesso a novo modelo de IA por preocupações de segurança
O Google informou nesta quarta-feira (30) que manterá, por enquanto, seu modelo de inteligência artificial (IA) mais potente, o Gemini 4 Argon, disponível apenas para um grupo selecionado de especialistas em cibersegurança, a fim de evitar seu uso indevido por hackers.
"Disponibilizar com segurança recursos de ponta desse nível exige uma abordagem gradual", escreveu Koray Kavukcuoglu, arquiteto-chefe de IA do Google, em uma publicação em seu blog na qual anunciou o modelo.
O Google informou que está concedendo voluntariamente ao governo dos Estados Unidos acesso antecipado ao modelo e que coletará avaliações dos especialistas antes de disponibilizá-lo ao público em geral.
A implantação cautelosa reflete a estratégia de sua concorrente Anthropic, que mantém seu modelo mais avançado, Claude Mythos Preview, restrito a um pequeno número de organizações consideradas confiáveis.
Washington obrigou por um breve período a Anthropic a suspender o acesso aos modelos Claude Mythos e Claude Fable, lançados publicamente em junho, e desde então estabeleceu um processo voluntário para avaliar os modelos de IA mais potentes antes de seu lançamento.
O anúncio ocorreu um dia depois de o presidente Donald Trump receber na Casa Branca os principais dirigentes do setor, entre eles Dario Amodei, da Anthropic, e Sundar Pichai, do Google. Na ocasião, eles assinaram um acordo voluntário no qual se comprometeram a monitorar os riscos de seus próprios sistemas de IA.
Especialistas em cibersegurança temem que essa tecnologia possa ser usada para atacar bancos, hospitais e sistemas governamentais.
O Google afirmou que o Argon se destaca em tarefas complexas de engenharia de software, trabalhos jurídicos e financeiros e defesa cibernética, além de possuir capacidade avançada para detectar e corrigir falhas críticas de software.
R.Campbell--TNT