'A queda em desgraça mais rápida', diz ex-diretor do COI sobre Infantino
Para Michael Payme, ex-diretor de marketing do Comitê Olímpico Internacional (COI), a situação do presidente da Fifa, Gianni Infantino, após a retirada de seu plano comercial, representa "a queda em desgraça mais rápida de um dirigente esportivo".
Na última terça-feira (28), a Fifa anunciou um plano para arrecadar até US$ 4,2 bilhões (R$ 21,3 bilhões na cotação atual) por meio de investimento privado, com base em uma avaliação de US$ 20 bilhões (R$ 101,5 bilhões).
O projeto tinha como proposta a abertura de uma nova filial comercial, chamada Fifa Forward Enterprise (FFE), para organizar eventos como a Copa do Mundo e o Mundial de Clubes, assim como pagamentos de US$ 20 milhões (R$ 101,5 milhões) a cada uma das 211 associações membro, cada uma com um voto na Fifa.
"Acho que nunca vimos uma queda em desgraça tão rápida de um dirigente esportivo", declarou Michael Payne à AFP.
"Há uma semana, Infantino estava na crista da onda depois de ter entregado uma Copa do Mundo muito bem-sucedida e esperava se candidatar sem oposição às eleições do ano que vem para continuar como presidente da Fifa", resumiu Payne.
"Como ele foi parar nessa confusão? Puro excesso de arrogância!", declarou o ex-diretor que trabalhou por quase duas décadas no COI.
A pressão é grande sobre Infantino, com a Uefa e a Concacaf entre os que manifestaram insatisfação com a conduta do dirigente.
"A liderança dele se tornou radioativa e, se ele permanecer, haverá uma guerra civil total no futebol mundial, com cisões nas principais nações e boicotes. Acabou", prevê Payne.
O.Nicholson--TNT