The National Times - FMI revisa em alta, a 2,3%, crescimento para América Latina e Caribe em 2026

FMI revisa em alta, a 2,3%, crescimento para América Latina e Caribe em 2026


FMI revisa em alta, a 2,3%, crescimento para América Latina e Caribe em 2026
FMI revisa em alta, a 2,3%, crescimento para América Latina e Caribe em 2026 / foto: © AFP

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, nesta terça-feira (14), uma previsão de crescimento ligeiramente em alta, de 2,3%, para América Latina e Caribe em 2026, alertando que o impacto da guerra no Oriente Médio varia significativamente na região.

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"As menores economias são as mais negativamente afetadas", explica o relatório Perspectivas da Economia Mundial (WEO, na sigla em inglês).

A previsão de 2,3% para 2026 é ligeiramente maior (+0,1 ponto percentual) do que a projeção de janeiro. Para 2027, o crescimento seria de 2,7%, sem mudanças em relação à estimativa anterior.

O Brasil pode ser beneficiado pela guerra, devido à sua condição de exportador líquido de energia. O FMI prevê que seu crescimento suba para 1,9% (ante 1,6% estimado em janeiro) e chegue a 2% em 2027 (2,3% em janeiro).

"A desaceleração da demanda mundial, o aumento dos custos dos insumos (incluindo os fertilizantes) e condições financeiras mais restritivas" predominarão no ano que vem, o que afetará um pouco a economia do país, ressalta o Fundo.

O Brasil pode contar, todavia, com seu nível adequado de reservas internacionais, "a baixa dependência de dívida em moeda estrangeira, amplas reservas de liquidez do governo e um câmbio flexível".

"É importante destacar também que o Brasil é um dos países com uma alta porcentagem de energia renovável, o que é outro fator de mitigação" da crise, explicou em entrevista coletiva à imprensa a vice-diretora do Departamento de Pesquisa do FMI, Petya Koeva-Brooks.

Por sua vez, o México enfrentou, em 2025, uma forte pressão devido às tarifas e à agressiva política comercial dos Estados Unidos. Mas, após o crescimento de 0,6% naquele ano, em 2026 poderá chegar a 1,6% e a 2,2% em 2027.

- Grandes disparidades -

Diante da grande instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio, o FMI reduziu para 3,1% (3,3% em janeiro) o crescimento mundial.

A América Latina e o Caribe continuam sendo uma região de grandes contrastes econômicos, com números como a projeção de inflação venezuelana para 2026: 387%, um aumento considerável em relação aos 252% registrados pelo país em 2025, segundo o Fundo.

A Venezuela, que mudou de presidente após a captura de Nicolás Maduro pelos EUA em janeiro, é um produtor de petróleo bruto que seria beneficiado pela instabilidade no Golfo Pérsico. Sua previsão de crescimento é de 4% neste ano e 6% em 2027.

Em contrapartida, destaca-se a perspectiva econômica da Bolívia, que sofreu uma queda de 1,2% no PIB em 2025 e enfrenta outra contração, de 3,3% este ano, segundo o Fundo.

A Argentina moderará seu crescimento de 2025 (4,4%) e ficará em 3,5% este ano, 4% no ano que vem, em grande parte devido à desaceleração da atividade econômica no segundo semestre de 2025", explicou Koeva-Brooks.

O país continua reduzindo com êxito a sua inflação, com uma previsão de 30,4% para 2026 e 15,7% para 2027.

A Colômbia crescerá 2,3%; o Chile, 2,4%, e o Uruguai permanecerá sem mudanças em relação a 2025, com uma expansão de 1,8%.

O Peru terá um crescimento de 2,8%, o Equador 2,5%, ambos os países em queda em relação aos seus resultados de 2025.

O FMI agrupa as previsões para os países da América Central e as mantêm inalteradas, em 3,7% (4% em 2027). A região do Caribe registra, por sua vez, o maior aumento de toda a região: 5,7% em 2026, 8,6% em 2027.

E.Cox--TNT

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