The National Times - Trump ameaça destruir qualquer navio iraniano que desafie bloqueio

Trump ameaça destruir qualquer navio iraniano que desafie bloqueio


Trump ameaça destruir qualquer navio iraniano que desafie bloqueio
Trump ameaça destruir qualquer navio iraniano que desafie bloqueio / foto: © AFP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou "eliminar" qualquer navio iraniano que tente forçar o bloqueio naval dos portos do Irã imposto pelos Estados Unidos e que entrou em vigor nesta segunda-feira (13).

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Washington anunciou o bloqueio de todos os portos iranianos a partir desta segunda-feira às 14h00 GMT (11h00 de Brasília), depois que as negociações de paz com Teerã, no Paquistão, fracassaram.

Para o Irã, esse bloqueio é "ilegal" e um ato de "pirataria", e advertiu que, caso seja levado adiante, nenhum porto do Golfo Pérsico "estará a salvo" de represálias.

A resposta de Trump veio imediatamente. "Se algum desses navios se aproximar minimamente do nosso BLOQUEIO, será ELIMINADO imediatamente", disse em sua rede Truth Social.

O anúncio do bloqueio voltou a impulsionar os preços do petróleo, que superaram os 100 dólares por barril.

Trump afirmou na Casa Branca que representantes iranianos haviam feito contato para chegar a um acordo, após as negociações fracassadas em Islamabad.

"Recebemos uma ligação da outra parte. Eles gostariam de chegar a um acordo. Com muita urgência", disse aos jornalistas fora do Salão Oval, sem identificar os funcionários.

Enquanto isso, o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, culpou os Estados Unidos pelo fracasso dos diálogos em uma ligação com seu par saudita, o príncipe Faisal bin Farhan.

"Infelizmente, vimos que a parte americana continuou apresentando exigências excessivas nas negociações, o que levou a que não se alcançasse nenhum resultado", declarou, citado por seu ministério.

Segundo Trump, o diálogo fracassou porque o Irã se opõe a renunciar ao desenvolvimento de armas nucleares, uma acusação negada por Teerã.

Segundo detalhou Trump no Truth Social, o bloqueio será imposto a todos os navios que entrem e saiam dos portos iranianos.

- "Sem sentido" -

Desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada em 28 de fevereiro após bombardeios de Israel e Estados Unidos contra o Irã, Teerã mantém bloqueado o Estreito de Ormuz.

Por essa passagem estratégica, por onde em condições normais transita cerca de 20% do petróleo e do gás mundial, o Irã impôs de fato taxas de passagem para cruzá-lo.

Trump afirmou que 34 navios cruzaram Ormuz no domingo, um número que, segundo ele, "é de longe o mais alto desde que começou esse fechamento insensato".

A China, que depende em grande medida do Irã para seu abastecimento de petróleo, pediu o restabelecimento de uma navegação "sem obstáculos" em Ormuz, uma demanda à qual também se somou a Associação de Nações do Sudeste Asiático.

A agência marítima da Organização das Nações Unidas afirmou que "nenhum país" tem o direito legal de bloquear a navegação em Ormuz.

- "Prioridade absoluta" -

A incapacidade de ambas as partes de alcançar um acordo gera temor de uma retomada do conflito que se estendeu por toda a região devido às represálias da república islâmica contra seus vizinhos.

Desde então, mais de 6 mil pessoas morreram nesse confronto, principalmente no Irã e no Líbano.

Segundo o Paquistão, continuam os esforços para resolver as questões pendentes e o cessar-fogo, que expira em 22 de abril, "se mantém".

Sua manutenção é uma "prioridade absoluta", declarou o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, a seu par paquistanês, Ishaq Dar.

- Ataques no Líbano -

No Líbano, outro front da guerra, os ataques continuam porque Israel o considera excluído do acordo de cessar-fogo.

As autoridades libanesas anunciaram quatro mortos no sul do país, enquanto o Exército israelense afirmou ter atacado 150 alvos do Hezbollah nas últimas 24 horas.

Também informou ter concluído o "cerco" da cidade de Bint Jbeil, onde lançou um assalto, no que descreveu como um avanço significativo de sua ofensiva terrestre no sul.

Por sua vez, o Hezbollah afirmou ter lançado foguetes contra duas localidades israelenses próximas à fronteira.

Libaneses e israelenses têm previsto manter negociações na terça-feira em Washington, mas o Hezbollah pediu seu cancelamento e as qualificou como "capitulação", afirmou o chefe do movimento pró-iraniano, Naim Qasem.

"Rejeitamos as negociações com a entidade israelense usurpadora. (...) Fazemos um apelo por uma postura histórica e heroica, cancelando esta reunião de negociações", acrescentou.

burx-maj/erl-meb/pc/lm/aa/am

T.Allen--TNT