The National Times - CinemaCon começa com otimismo por recuperação das bilheterias

CinemaCon começa com otimismo por recuperação das bilheterias


CinemaCon começa com otimismo por recuperação das bilheterias
CinemaCon começa com otimismo por recuperação das bilheterias / foto: © AFP

O maior encontro dos donos de salas de cinema dos Estados Unidos, a CinemaCon, começa nesta segunda-feira (13) em Las Vegas com otimismo pelo bom início do ano nas bilheterias, embora persista a preocupação com os desafios do setor.

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A convenção, na qual os estúdios de cinema levam suas estrelas e oferecem uma amostra do que está por vir neste ano, servirá de cenário para celebrar os números positivos do primeiro trimestre de 2026, quando a bilheteria doméstica registrou um impulso de 23% e teve seu melhor resultado no período pós-pandemia.

No entanto, também servirá para refletir sobre como manter a tendência de alta em um ano em que podem ocorrer mudanças importantes, como a venda do lendário estúdio Warner Bros., atualmente em conversas com a Paramount.

"Quando ocorre a consolidação dos grandes estúdios, como aprendemos com Disney e Fox, a quantidade de filmes produzidos diminui, os preços sobem, e acreditamos que isso é prejudicial para os cinemas", disse à AFP na semana passada Michael O'Leary, diretor-executivo da Cinema United, a maior organização gremial de exibição cinematográfica do mundo.

A entidade levou suas preocupações a reguladores americanos e internacionais, com a intenção de que examinem de perto a possível fusão "porque suas consequências são graves".

"Isso é ruim para a indústria e, com certeza, é ruim para os cinéfilos", afirma O'Leary.

- Mudança demográfica -

A CinemaCon atrairá uma constelação de estrelas ao teatro Colosseum, do Caesars Palace.

Neste ano, são esperadas as participações de Zendaya, Matt Damon, Tom Holland, Timothée Chalamet e Tom Cruise, assim como do premiado diretor Christopher Nolan, responsável pela épica "A Odisseia".

As apresentações dos estúdios tradicionais começam na segunda-feira, quando a Sony revelará o que tem reservado para 2026.

A CinemaCon, realizada de 13 a 16 de abril, também servirá de palco para debater o fator geracional no crescimento das bilheterias, favorecido pela geração Z.

Mas também abordará temas comerciais e inovações destinadas a oferecer uma variedade mais atraente para o público, cujos hábitos de consumo foram drasticamente alterados pela pandemia de covid-19 e pela explosão das plataformas de streaming.

Na década passada, a bilheteria americana superou várias vezes os 11 bilhões de dólares (R$ 56,78 bilhões) por ano. Mas, desde a pandemia, não conseguiu voltar a atingir os 9 bilhões de dólares (R$ 46,46 bilhões).

Neste ano, uma sequência de lançamentos bem-sucedidos, como "Super Mario Galaxy: O Filme" e "Devoradores de Estrelas", impulsionou uma arrancada que, de acordo com algumas projeções, pode superar essa marca.

E as expectativas aumentam com estreias aguardadas como "Michael", a cinebiografia de Michael Jackson; "O Diabo Veste Prada 2"; "O Mandaloriano e Grogu", do universo Star Wars; "Homem-Aranha: Um Novo Dia"; "A Odisseia"; e o terceiro filme da saga épica "Duna: Parte 3", entre outros.

A CinemaCon também entregará seus prêmios por realizações na grande tela a um grupo diverso de estrelas, entre elas o ator LaKeith Stanfield ("Atlanta"), a rapper e compositora Queen Latifah e o aclamado diretor James Cameron.

A protagonista da versão em live action do filme "Moana", Catherine Laga’aia, será reconhecida como estrela revelação do ano.

F.Harris--TNT