The National Times - Cooperação sem limites: presidente da Venezuela recebe secretário do Interir dos EUA

Cooperação sem limites: presidente da Venezuela recebe secretário do Interir dos EUA


Cooperação sem limites: presidente da Venezuela recebe secretário do Interir dos EUA
Cooperação sem limites: presidente da Venezuela recebe secretário do Interir dos EUA / foto: © AFP

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, recebeu nesta quarta-feira (4) o secretário do Interior dos Estados Unidos para uma reunião focada em uma cooperação "sem limites" em energia e mineração.

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A visita de dois dias do secretário Doug Burgum a Caracas é a segunda de um membro do gabinete do presidente Donald Trump desde que ordenou a incursão militar que derrubou Nicolás Maduro.

Trump elogiou mais cedo o "grande trabalho" de Rodríguez, que deu uma reviravolta nas deterioradas relações com Washington.

"Agradeço ao presidente Donald Trump a amável disposição de seu governo para trabalhar conjuntamente em uma agenda que fortaleça a cooperação binacional em benefício dos povos dos Estados Unidos e da Venezuela", respondeu a presidente no Telegram.

Rodríguez avança na retomada das relações bilaterais, rompidas em 2019. Impulsionou uma reforma da lei de hidrocarbonetos para permitir uma maior participação privada e cedeu controle no petróleo aos Estados Unidos, promulgou uma anistia que libertou centenas de presos políticos e avança em uma nova legislação de mineração.

— "Colaboração e sinergia" —

Os Estados Unidos mantêm um embargo ao petróleo e ao ouro da Venezuela.

Burgum também é responsável pelo Conselho de Domínio Energético dos Estados Unidos. Ele chegou a Caracas acompanhado por representantes de pelo menos uma dúzia de empresas mineradoras americanas.

"As oportunidades de colaboração e sinergia entre os dois países (...), da Venezuela e dos Estados Unidos, não têm limites", declarou.

Em paralelo, os Estados Unidos autorizaram uma filial da American Airlines a retomar voos diretos para a Venezuela pela primeira vez desde 2019.

A visita de Burgum segue a do secretário de Energia, Chris Wright, em 11 de fevereiro.

A presidente indicou que impulsionará uma nova lei de mineração.

Ela virá após a reforma petrolífera aprovada em janeiro, que reduz o controle estatal sobre a indústria petrolífera, cuja nacionalização de 1976 foi aprofundada pelo falecido presidente Hugo Chávez (1999-2013).

O novo marco legal permite que empresas privadas explorem e operem campos petrolíferos, além de comercializar a produção sem participação do Estado. Também flexibiliza as condições para o pagamento de royalties e impostos.

O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, irmão da presidente interina, adiantou na segunda-feira em uma entrevista que a reforma mineradora permitirá "que grandes empresas estrangeiras possam entrar para a exploração" desses minerais e "das chamadas terras raras".

A Venezuela é um país rico em minerais como ouro, diamante, bauxita e coltan.

A atividade está concentrada em um território de 112 mil km² batizado de Arco Minerador, alvo de denúncias de ecocídio.

Ambientalistas denunciam a expansão da mineração ilegal, cujos estragos se refletem na contaminação de rios e no desmatamento de florestas.

A exploração mineradora também tem sido alvo de críticas pelo hermetismo que a envolve.

A ONG SOS Orinoco alertou para uma redução de 945 mil hectares de floresta desde o ano 2000, de acordo com análises de imagens de satélite.

A visita de Burgum coincide também com o anúncio, na terça-feira, da estatal Petróleos de Venezuela (Pdvsa) sobre a assinatura de novos contratos de fornecimento de petróleo e derivados para o mercado americano.

Não foi especificado o valor, mas até agora foram enviados aos Estados Unidos mais de 80 milhões de barris de petróleo venezuelano, segundo Trump.

O novo fornecimento coincide ainda com temores de uma possível diminuição da produção mundial devido à guerra no Oriente Médio, que já levou os preços do petróleo aos seus níveis mais altos no último ano e meio.

T.Bennett--TNT

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