Nvidia apresenta nova plataforma de chips de IA para enfrentar concorrência
A gigante da inteligência artificial (IA) Nvidia apresentou nesta segunda-feira (5) sua plataforma de computação mais recente, enquanto busca manter sua liderança no fornecimento de chips.
A empresa mais valiosa do mundo, sediada no estado americano da Califórnia, fez o lançamento na feira Consumer Electronics Show (CES), em Las Vegas, onde a apresentação principal do seu CEO, Jensen Huang, foi um evento imperdível na maior vitrine tecnológica do planeta.
Com seu novo produto, chamado Vera Rubin, anunciado em setembro, a Nvidia busca consolidar seu domínio no mercado de chips de IA. A empresa detém uma cota estimada de 80% do mercado global de chips para centros de dados de IA, mas enfrenta uma pressão crescente de múltiplas frentes, com concorrentes tradicionais na fabricação de chips, como AMD e Intel, esforçando-se para competir.
Ao mesmo tempo, os maiores clientes da Nvidia - Google, Amazon e Microsoft - dedicam-se cada vez mais a desenvolver seus próprios chips, para reduzir sua dependência da empresa. O modelo de IA mais recente do Google, Gemini 3, foi treinado sem a tecnologia da Nvidia.
A China também aperta o passo para desenvolver alternativas domésticas aos produtos da Nvidia, que enfrentam restrições de exportação dos Estados Unidos.
A empresa ressaltou que os produtos baseados na Rubin vão estar disponíveis no segundo semestre, e descreveu o novo modelo, batizado em homenagem à astrônoma americana Vera Rubin, como uma mudança profunda em relação à sua geração anterior de arquitetura de IA, lançada no fim de 2024.
A plataforma é composta por “seis chips, que formam um supercomputador de IA”, explicou Dion Harris, diretor de centros de dados e computação de alto desempenho da Nvidia. A empresa promete que o novo produto será cinco vezes mais eficaz do que os anteriores, uma métrica-chave de desempenho, à medida que as demandas energéticas relacionadas à IA se tornam uma preocupação crescente.
A fabricação dos chips Vera, do tipo CPU, os mais clássicos, e dos Rubin, GPU com uma potência de cálculo superior, começou menos de um ano após o lançamento dos últimos CPU (Grace) e GPU (Blackwell).
“Decidimos que devemos fazer a tecnologia de cálculo" que os chips de IA oferecem avançar anualmente, disse Huang. Até então, o ritmo era bienal para a Nvidia e suas concorrentes.
S.Lee--TNT