The National Times - Justiça dos EUA ordena manter ajuda alimentar apesar da paralisação do governo

Justiça dos EUA ordena manter ajuda alimentar apesar da paralisação do governo


Justiça dos EUA ordena manter ajuda alimentar apesar da paralisação do governo

O principal programa de assistência alimentar dos Estados Unidos recebeu um alívio nesta sexta-feira (31), quando um juiz ordenou ao governo manter a ajuda da qual dependem dezenas de milhões de americanos, apenas algumas horas antes de sua suspensão devido ao impasse orçamentário.

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Após mais de quatro semanas de paralisação governamental (conhecida como "shutdown"), que deixou milhares de funcionários federais sem trabalho, interrompeu o tráfego aéreo e fechou vários parques nacionais, os efeitos do bloqueio começarão a se estender no sábado para setores mais amplos.

"Vocês terão pessoas reais, famílias de verdade - incluindo crianças - que passarão fome a partir deste fim de semana", declarou o líder republicano Mike Johnson, que acusou a oposição democrata de "continuar com seus jogos políticos em Washington".

O governo de Donald Trump deveria suspender a partir de sábado os pagamentos ao programa de assistência alimentar Snap, que apoia mais de 42 milhões de americanos, segundo dados oficiais.

A secretária de Agricultura, Brooke Rollins, disse que o programa está ficando sem fundos após um mês de paralisação do governo.

Um juiz federal ordenou nesta sexta ao governo federal que recorresse a fundos de emergência para continuar financiando o Snap.

Pouco antes, Rollins evitou se pronunciar sobre se o Departamento de Agricultura respeitará a ordem judicial. "Estamos examinando todas as opções", afirmou à CNN.

- "Horrorizada" -

"Estou horrorizada com a forma como nosso país trata as famílias e as crianças", disse à AFP Kerry Chausmer, moradora dos arredores de Washington que ajuda duas famílias a pagar suas compras de alimentos diante da falta de assistência governamental.

No sábado, também serão publicados os novos custos do seguro de saúde para mais de 24 milhões de pessoas cobertas pelo programa federal "Obamacare".

Devido ao fato de que os subsídios públicos para este programa expirarão no final do ano, é provável que seus custos disparem, destacou o KFF, um centro de estudos especializado em saúde.

Uma pessoa que pagava um custo médio de 888 dólares (4.780 reais) em 2025 teria que pagar 1.906 (10.260 reais) no próximo ano, segundo o KFF.

A questão desses subsídios é o núcleo do confronto no Congresso entre republicanos e democratas, que não conseguem chegar a um acordo para a aprovação de um novo orçamento.

O partido de Trump propõe estender o orçamento atual, mantendo os mesmos níveis de gastos, enquanto a oposição democrata exige uma extensão dos subsídios para o Obamacare.

No Senado, embora os republicanos tenham a maioria, são necessários vários votos democratas para aprovar um orçamento.

- Turbulências -

A maioria das pesquisas até o momento indica que os americanos culpam principalmente o partido do presidente por esta paralisação do governo.

Uma pesquisa de opinião realizada pela ABC e pelo The Washington Post e publicada na quinta-feira indica que 45% dos entrevistados culpam principalmente Trump e os legisladores republicanos pelo impasse, em comparação com 33% que responsabilizam os congressistas democratas.

Enquanto isso, embora os salários militares tenham sido pagos em outubro, apesar da paralisação do governo, devido a uma decisão de Trump, não está claro se será possível fazer o mesmo em novembro.

Os mais de 1,3 milhão de americanos que servem nas forças armadas poderiam então se juntar aos 1,4 milhão de funcionários federais cujos salários já estão congelados há um mês.

As suspensões do tráfego aéreo continuaram nesta sexta-feira devido à escassez de controladores, alguns dos quais optam por ausentar-se por doença em vez de trabalhar sem receber.

O aeroporto nova-iorquino JFK, um dos mais movimentados do país, teve que suspender todas as partidas e chegadas durante uma hora e meia.

Tanto democratas quanto republicanos esperam que a solução para a crise venha da intervenção de Trump, que até agora tem se mantido à margem dos debates.

Nesta sexta, o presidente reiterou sua promessa de negociar com os democratas, mas apenas depois que o fechamento do governo for encerrado.

"Nos veremos muito em breve, mas eles têm que reabrir o país", disse o republicano ao chegar à Flórida, onde passará o fim de semana em seu luxuoso complexo de Mar-a-Lago. "Tudo isso é culpa deles", acrescentou.

P.Jones--TNT

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