The National Times - Congresso da Bolívia aprova livre importação de combustíveis frente à escassez

Congresso da Bolívia aprova livre importação de combustíveis frente à escassez


Congresso da Bolívia aprova livre importação de combustíveis frente à escassez
Congresso da Bolívia aprova livre importação de combustíveis frente à escassez / foto: © AFP

O Congresso da Bolívia aprovou, nesta sexta-feira (24), uma lei que autoriza a importação de combustíveis por três meses para enfrentar a grave escassez, que causa longas filas nos postos de gasolina em todo o país.

Alterar tamanho do texto:

Até agora, as compras internacionais foram centralizadas pela petroleira estatal YPFB, que tem acesso aos combustíveis a preço internacional e os distribui subsidiados no mercado interno.

O governo do esquerdista Luis Arce, que deixará o poder em 8 de novembro, esgotou quase todas as suas reservas em dólares para sustentar essa política. Agora, sem moeda estrangeira, o abastecimento é cada vez mais irregular.

"O objetivo da lei é implementar medidas excepcionais que permitam, por três meses, a importação e a entrada de diesel, gasolina e GLP por operadores privados", o que garantirá "o abastecimento nacional em situações de emergência", afirmou a Câmara dos Deputados em nota oficial.

O projeto de lei foi apresentado por grupos cívicos e empresariais por meio de um mecanismo de iniciativa popular.

"As bombas têm três, quatro filas. Não é mais possível passar por muitas áreas porque não há espaço, porque as pessoas estão fazendo fila", disse Stello Cochamanidis, representante do Comitê Cívico de Santa Cruz, o grupo que promove a lei, à emissora Unitel.

Com a nova lei, pessoas físicas e jurídicas poderão comprar produtos sem pagar impostos e sob supervisão estatal. A distribuição será feita a preço de mercado enquanto o governo não suprir 100% da demanda.

A Bolívia enfrenta uma grave crise econômica decorrente de sua política de subsídios. A inflação em setembro ultrapassou 23% na comparação com o ano passado. O Banco Mundial projeta uma contração da economia boliviana que durará pelo menos até 2027.

O presidente eleito do país, Rodrigo Paz, de centro-direita, anunciou durante sua campanha a intenção de cortar mais da metade dos subsídios aos combustíveis. Para 2025, foram orçados 2,17 bilhões de dólares (R$ 11,6 bilhões, na cotação atual).

Paz prometeu, no entanto, congelar o preço para as operadoras de transporte público de passageiros. O novo presidente assumirá o cargo por cinco anos.

N.Johns--TNT

Apresentou

Israel anuncia mais ataques contra o Irã, país que considera prestes a ser 'dizimado'

Israel lançou nesta sexta-feira (20) novos bombardeios contra o Irã, país que, segundo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, está prestes a ser "dizimado", apesar dos ataques com mísseis e drones da República Islâmica que continuam abalando seus vizinhos do Golfo.

Seis países se declaram 'dispostos a contribuir' para segurança no Estreito de Ormuz

Alemanha, Reino Unido, França, Itália, Japão e Países Baixos condenaram nesta quinta-feira as represálias iraianas contra a infraestrutura energética no Golfo e disseram que estão dispostos a contribuir para a segurança no Estreito de Ormuz, fechado por Teerã.

FMI se diz preocupado com inflação global e produção por guerra no Irã

O Fundo Monetário Internacional (FMI), declarou, nesta quinta-feira (19), que está monitorando os efeitos da guerra no Irã sobre a inflação e a produção mundiais, mas que, até o momento, nenhum país se dirigiu à instituição para solicitar ajuda de emergência relacionada ao conflito.

Venezuelano detido por 10 meses por serviços de imigração é libertado nos EUA

Militantes democratas e ativistas celebraram nos Estados Unidos, nesta quinta-feira (19), a libertação de um estudante do ensino médio venezuelano que passou dez meses sob custódia depois de ser detido por agentes de imigração no âmbito dos planos de deportação em massa de Donald Trump.

Alterar tamanho do texto: