The National Times - Emprego nos EUA tem resultado mais sólido que esperado em novembro

Emprego nos EUA tem resultado mais sólido que esperado em novembro


Emprego nos EUA tem resultado mais sólido que esperado em novembro
Emprego nos EUA tem resultado mais sólido que esperado em novembro / foto: © AFP

O mercado de trabalho nos Estados Unidos se mostrou muito mais sólido do que o esperado em novembro, com 199.000 postos líquidos criados, um aumento em relação aos 150.000 em outubro, de acordo com dados divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta sexta-feira (8).

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Também é mais do que as 175.000 vagas esperadas pelo mercado, conforme consenso reunido pela Briefing.com.

Esse aumento pode se resultado, em parte, da retomada das atividades dos fabricantes de automóveis, após uma greve histórica que afetou os "três grandes" de Detroit - Ford, GM e Stellantis - durante seis semanas, destaca o economista-chefe da Pantheon Macroeconomics, Ian Shepherdson.

A taxa de desemprego voltou a cair, para 3,7%, depois de uma alta de 3,9% da população economicamente ativa em outubro. Trata-se de um mínimo desde julho.

"O mercado de trabalho continua sólido, com um crescimento do emprego que continua sendo robusto e uma taxa de desemprego em níveis extraordinariamente baixos", disse Rubeela Farooqi, economista da High Frequency Economics, em uma nota de análise.

Na quarta-feira (6), foram divulgados os dados de emprego no setor privado, que criou menos empregos no mês passado, de acordo com a pesquisa mensal ADP/Stanford Lab.

O setor privado criou 103.000 empregos em novembro nos Estados Unidos, menos do que no mês anterior e abaixo do que o mercado antecipava, com os salários aumentando em um ritmo mais lento.

"A economia em seu conjunto deve registrar um ritmo de contratações e de crescimento salarial mais moderado em 2024", afirmou a economista-chefe da ADP, Nela Richardson, citada em um comunicado.

- Perspectiva futura -

A escassez de mão de obra fez subir os salários e pressionou a alta de preços. Com sua política de aumento das taxas, o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) buscou encarecer o crédito e, assim, esfriar o consumo e o investimento.

O Fed deseja uma certa desaceleração do mercado de trabalho que ajude a manter os aumentos de preços sob controle.

Na terça e quarta-feiras, o Fed fará sua última reunião de política monetária do ano, e o mercado espera que mantenha as taxas estáveis pela terceira reunião consecutiva.

Os dados de emprego de novembro não mudam as perspetivas para o Fed, estimou Rubeela Farooqi: "As taxas estão em um máximo (em 22 anos), e a próxima medida do Fed será uma redução das taxas, provavelmente em meados do ano que vem".

"Nosso cenário de base é que um provável um enfraquecimento do mercado de trabalho e da atividade econômica no médio prazo em resposta à política monetária restritiva", concluiu.

G.Morris--TNT

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