The National Times - Inflação volta a cair em outubro nos EUA, a 3% em 12 meses

Inflação volta a cair em outubro nos EUA, a 3% em 12 meses


Inflação volta a cair em outubro nos EUA, a 3% em 12 meses
Inflação volta a cair em outubro nos EUA, a 3% em 12 meses / foto: © AFP

A inflação nos Estados Unidos caiu para 3% em 12 meses em outubro graças às quedas nos preços de bens e energia, segundo o índice PCE, o preferido do Federal Reserve (Fed, banco central), divulgado nesta quinta-feira (30).

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O PCE, que mede os gastos do consumidor, caiu 0,4 ponto percentual em outubro em relação a setembro, segundo o Departamento do Comércio.

Se não forem considerados os preços mais voláteis dos alimentos e da energia, a "inflação subjacente" (ou núcleo da inflação) também moderou para 3,5% ao ano, em linha com as expectativas do mercado", de acordo com o consenso de analistas reunidos pelo MarketWatch.

A renda dos trabalhadores também moderou seus aumentos no mês passado, para 0,2%.

Esta é uma boa notícia para o Fed, que na sua última reunião manteve as suas taxas de juros de referência nos índices mais altos em 22 anos para tentar continuar controlando o aumento dos preços e levar a inflação à sua meta de 2% ao ano.

O aumento das taxas encarece o crédito e, portanto, desestimula o consumo e o investimento, moderando a pressão sobre os preços.

No Fed, cresce o otimismo de que é possível conter a inflação sem causar uma recessão, algo chamado de "soft landing" em inglês ou "pouso suave", em tradução literal.

Na quarta-feira, o Fed divulgou o seu "Livro Bege", que indicava que a atividade econômica nos Estados Unidos se moderou nas últimas semanas e o mercado de trabalho continuou se esfriando.

"A atividade econômica moderou-se desde o relatório anterior", afirmou o Fed nesta pesquisa periódica sobre a economia dos EUA.

- Preços de energia e bens caem -

Os preços da energia caíram 2,6% em outubro face a setembro, enquanto os preços dos bens caíram 0,3%. Serviços e alimentação ficaram 0,2% mais caros.

Os dados levantam a possibilidade de que o Fed mantenha as taxas estáveis pela terceira vez consecutiva na sua reunião de meados de dezembro.

"Esperamos que o próximo movimento do Fed seja um corte nas taxas, provavelmente em meados do próximo ano", estimou Rubeela Farooqi, economista-chefe da High Frequency Economics.

O presidente da Fed de Nova York, John Williams, disse nesta quinta-feira, em uma conferência nesta cidade, que o crescimento econômico continuará se moderando no próximo ano, enquanto a taxa de desemprego poderá subir ligeiramente, prova de que a política monetária restritiva adotada pelo banco central está esfriando a maior economia do mundo.

"Considero que será adequado manter uma política restritiva durante algum tempo para restaurar totalmente o equilíbrio e trazer a inflação para o nosso objetivo de longo prazo de 2% de forma sustentada", concluiu.

C.Blake--TNT

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