The National Times - Sobrevivente de assassinato com refeição envenenada na Austrália diz estar "meio vivo"

Sobrevivente de assassinato com refeição envenenada na Austrália diz estar "meio vivo"


Sobrevivente de assassinato com refeição envenenada na Austrália diz estar "meio vivo"
Sobrevivente de assassinato com refeição envenenada na Austrália diz estar "meio vivo" / foto: © AFP

O único sobrevivente de uma refeição envenenada, com a qual uma mulher australiana matou três parentes de seu marido, afirmou nesta segunda-feira (25) que sente estar "meio vivo" sem a esposa, que foi uma das vítimas do crime.

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O pastor Ian Wilkinson chorou no tribunal da cidade australiana de Melbourne ao falar sobre a morte de sua esposa Heather, após comer um prato de carne preparado com cogumelos Amanita phalloides, também conhecido como cogumelo da morte, considerado um dos mais letais do mundo.

Erin Patterson, de 50 anos, foi condenada em julho por servir o prato envenenado aos parentes de seu marido em 2023, durante um almoço em sua casa no estado de Victoria.

Poucos dias depois do almoço, os pais e uma tia do marido morreram, enquanto o pastor Wilkinson sobreviveu após passar semanas no hospital. Ele foi uma das principais testemunhas no julgamento contra Erin Patterson, que recebeu atenção da imprensa internacional.

A mulher condenada pelo envenenamento compareceu à Suprema Corte de Victoria, que programou dois dias de audiências. Os parentes devem prestar depoimentos sobre o impacto do crime e os advogados debaterão sobre a sentença.

"O silêncio em nossa casa é uma recordação diária. Continuo carregando um fardo pesado de tristeza por sua morte prematura", disse o pastor sobre a esposa assassinada, Heather. "Eu me sinto apenas meio vivo sem ela", completou.

Ele acrescentou que sua saúde nunca se recuperou totalmente após o envenenamento.

"Estive muito, muito perto de morrer. Levei quase dois anos para recuperar minha saúde e minhas forças até o ponto em que estão", declarou.

Wilkinson contou que suas funções renais foram impactadas, passa por problemas respiratórios e tem menos energia, além de "enfrentar os muitos desafios" de tentar refazer sua vida sem a esposa.

O marido da mulher condenada, Simon Patterson, que recusou o convite para o almoço, relatou ao tribunal a dor sofrida pela perda de seus familiares.

"Sinto falta dos meus pais e da minha tia mais do que posso expressar", declarou Simon Patterson, após lembrar que seus dois filhos "ficaram sem os avós por causa dos assassinatos. Foram privados da esperança de ter uma relação com sua mãe que toda criança naturalmente deseja".

Simon estava separado de Erin, embora permanecessem legalmente casados.

Q.Marshall--TNT

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