The National Times - Chile retorna à normalidade após pior apagão no século

Chile retorna à normalidade após pior apagão no século


Chile retorna à normalidade após pior apagão no século
Chile retorna à normalidade após pior apagão no século / foto: © AFP

O Chile voltou à normalidade, nesta quarta-feira (26), com a reativação do fornecimento de energia elétrica após o maior apagão deste século, que levou o governo a impor um toque de recolher em uma das maiores economias da América Latina.

Alterar tamanho do texto:

Pessoas nas ruas, o metrô de Santiago funcionando e os comércios reabertos: o país retoma a rotina, interrompida abruptamente na terça-feira por uma falha no sistema elétrico que afetou 95% dos 20 milhões de habitantes e cujas causas estão sendo investigadas.

"Foi tenso quando todo mundo saiu do metrô. (...) havia muito medo nas ruas", disse à AFP Geraldine Duarte, de 22 anos. O apagão a surpreendeu quando ela estava indo ao médico.

No entanto, na manhã desta quarta, "está tudo normal. Como se nada tivesse acontecido", disse esta garçonete antes de voltar ao trabalho.

O governo suspendeu no início do dia o toque de recolher que havia imposto a partir das 22h de terça-feira sob o "estado de exceção por catástrofe" decretado pelo presidente Gabriel Boric.

As medidas excepcionais foram revogadas e "também ficam sem efeito as decisões (...) em relação ao toque de recolher", de modo que "hoje deveríamos ter um dia normal", afirmou em coletiva de imprensa a ministra do Interior do Chile, Carolina Tohá.

Em pleno verão no hemisfério sul, com temperaturas acima dos 30 graus, grande parte do país ficou sem energia partir das 15h16 de terça-feira.

Nesta quarta-feira, a luz já havia voltado para 99% dos lares, segundo informou em suas redes sociais a Superintendência de Eletricidade e Combustíveis (SEC).

As autoridades agora buscam determinar as causas e os responsáveis pela falha no sistema elétrico do país, cuja rede é operada por empresas privadas.

- Investigação levará tempo -

Pela sua magnitude, número de usuários afetados e impacto na sociedade, este foi o pior apagão registrado neste século no Chile, que se orgulhava de ter uma das redes elétricas mais eficientes da América Latina.

"Isso é indignante!", exclamou Boric em sua mensagem de terça-feira aos chilenos, alertando que fará as empresas envolvidas responderem pelo ocorrido.

O ministro da Energia, Diego Pardow, antecipou que o apagão se prolongou porque "diferentes empresas privadas" não cumpriram "protocolos e padrões".

A investigação "vai levar um tempo, mas vamos buscar os responsáveis e vamos aplicar as sanções com a severidade que a indignação da população exige", afirmou em declarações à imprensa.

O corte de energia forçou a suspensão das aulas para 300 mil estudantes.

Também foi adiada a terceira noite do Festival Internacional de Viña del Mar, um dos mais famosos da América Latina, que reúne artistas de diversos gêneros na cidade próxima a Santiago.

Hospitais e presídios conseguiram continuar funcionando com geradores de emergência, de acordo com a ministra Tohá.

- Extenuados -

O apagão foi sentido principalmente na capital, que tem sete milhões de habitantes.

Na terça-feira, milhares de pessoas tiveram que ser evacuadas do metrô de Santiago, que transporta diariamente cerca de 2,3 milhões de usuários, devido à falta de energia.

Multidões tiveram que caminhar longas distâncias sob o sol intenso, diante da saturação dos outros meios de transporte público.

"Caminhamos muito, mais da metade de 50 quadras (para chegar ao destino). No final, pegamos um ônibus", disse o turista argentino Carlos Pincol, de 62 anos.

Todas as linhas do metrô estão operando nesta quarta-feira.

Bombeiros resgataram pessoas presas em elevadores, conforme registrou um fotógrafo da AFP.

As comunicações e a telefonia móvel funcionaram de forma intermitente e instável.

"Santiago está tranquila por enquanto. Mas hoje suspenderam as aulas, então tive que ficar em casa. Agora, porém, vou ao shopping", disse Daniel Morales, de 18 anos, que acabou de entrar na universidade.

O último grande apagão enfrentado pelo Chile ocorreu em 2010, mas afetou principalmente a região central do país.

T.Bennett--TNT

Apresentou

Chervon nomeia Doug Palmer vice-presidente de Finanças para o Canadá

A Chervon nomeou Doug Palmer vice-presidente de Finanças para o Canadá, a partir de 9 de novembro de 2026. Palmer se reportará diretamente a Neil Harrison, vice-presidente e diretor-geral da Chervon Canadá e também manterá uma relação de subordinação funcional com Ryan Wang, diretor financeiro da Chervon América do Norte.

Cinco náufragos, incluindo duas crianças, são resgatados após três meses à deriva no Pacífico

Cinco sobreviventes, incluindo duas crianças, foram resgatados no último domingo (1º de novembro) nas proximidades da ilha Fanning, em Kiribati, após passarem três meses à deriva no Oceano Pacífico. O grupo havia partido da Micronésia em julho e foi levado para alto-mar por uma tempestade, deixando quatro companheiros desaparecidos.

Três pessoas baleadas em diferentes bairros de São Gonçalo na tarde de domingo

Três pessoas foram baleadas em bairros distintos de São Gonçalo na tarde de domingo (1º). As vítimas, incluindo duas mulheres, foram socorridas por policiais ou familiares e levadas ao Hospital Estadual Alberto Torres. A Polícia Civil investiga as circunstâncias dos disparos.

Chervon nomeia Jody Grimsley como gerente sênior de Contas Nacionais

Jody Grimsley ingressa na Chervon como gerente sênior de Contas Nacionais, a partir de 2 de novembro de 2026. Grimsley se reportará diretamente a Jeff Campbell, vice-presidente sênior de Vendas Comerciais e Industriais.

Alterar tamanho do texto: