The National Times - Conservadores croatas lideram eleições ao Parlamento, segundo pesquisas

Conservadores croatas lideram eleições ao Parlamento, segundo pesquisas


Conservadores croatas lideram eleições ao Parlamento, segundo pesquisas
Conservadores croatas lideram eleições ao Parlamento, segundo pesquisas / foto: © AFP

Os conservadores, no poder desde 2016 na Croácia, lideram os resultados das eleições legislativas realizadas nesta quarta-feira (17), embora não possuam assentos suficientes para governar sozinhos, de acordo com uma pesquisa de boca de urna.

Alterar tamanho do texto:

De acordo com as projeções do instituto Ipsos, o partido União Democrática Croata (HDZ), do primeiro-ministro Andrej Plenkovic, um nacionalista de direita que busca se manter no cargo, obteria 59 dos 151 assentos no Parlamento.

Nas últimas eleições, em 2020, o HDZ conseguiu 66 cadeiras.

Já o Partido Social-democrata (SDP) do presidente Zoran Milanovic, um populista de esquerda que quer se tornar chefe de governo, obteria 43 legisladores.

Na sequência, a direita nacionalista do partido Homeland, o partido de esquerda ambientalista Mozemo, e os ultraconservadores do Most conseguiriam entre 13 e 10 cadeiras cada um.

O embate entre Plenkovic e Milanovic ocorre em um momento em que o país da União Europeia enfrenta casos de corrupção, escassez de mão de obra, a inflação mais alta da zona do euro e a migração ilegal.

"O HDZ obteve mais cadeiras do que os outros somados, o que é um resultado excelente", declarou o vice-primeiro-ministro demissionário, Davor Bozinovic.

Contudo, o vice-presidente do SDP, Sinisa Hajdas Doncic, argumentou que, "vendo os resultados dos partidos de centro-esquerda [...] Croácia escolheu a mudança".

Plenkovic e o HDZ pareciam caminhar para uma vitória fácil que lhe renderia um terceiro mandato como primeiro-ministro. Mas em meados de março, Milanovic anunciou a sua intenção de concorrer ao SDP.

Milanovic foi premiê por um breve período antes de Plenkovic e seu papel como presidente é em grande parte cerimonial.

"A Croácia nunca teve um governo tão corrupto", disse Milanovic, de 57 anos, em sua mensagem final antes da votação.

Diversos ministros do atual governo renunciaram por denúncias de irregularidades.

Mas o primeiro-ministro defendeu seu papel na integração do país de 3,8 milhões de habitantes à zona do euro e ao espaço Schengen de livre circulação de pessoas.

Com um salário médio mensal de 1.240 euros (R$ 6.934 na cotação atual), a Croácia é um dos países mais pobres da União Europeia.

Milanovic é a figura mais popular nas pesquisas e sua entrada eleitoral fortaleceu o SDP.

Mas tudo indica que nenhum partido conseguirá uma maioria clara na Assembleia, segundo pesquisas anteriores.

G.Waters--TNT

Apresentou

Promotoria francesa pede 30 anos de prisão para chileno Zepeda por assassinato

A Promotoria francesa solicitou, nesta quarta-feira (25), uma pena de 30 anos de prisão para o chileno Nicolás Zepeda, considerado culpado pelo assassinato de sua ex-namorada japonesa, Narumi Kurosaki, em 2016. Este é o terceiro julgamento neste caso de grande repercussão. O corpo da vítima não foi encontrado.

Dois homens detidos em Londres por ataque contra ambulâncias da comunidade judaica

Dois homens foram detidos nesta quarta-feira (25) em Londres como suspeitos de envolvimento no incêndio que destruiu quatro ambulâncias da comunidade judaica, ao lado de uma sinagoga, na segunda-feira, anunciou a polícia da capital britânica.

Moraes autoriza prisão domiciliar temporária para Jair Bolsonaro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta terça-feira (24) o ex-presidente Jair Bolsonaro a cumprir temporariamente sua pena em prisão domiciliar, por razões humanitárias, assim que deixar o hospital onde está internado por uma broncopneumonia.

Ministro da Defesa diz que combate a gangues na Guatemala ocorre sem 'abusos'

A ofensiva da Guatemala contra as gangues após o assassinato de 11 policiais em janeiro é conduzida sem "abusos" nem "prisões arbitrárias", afirmou em entrevista à AFP o ministro da Defesa, Henry Sáenz, que descartou adotar o modelo do presidente salvadorenho Nayib Bukele no combate ao crime.

Alterar tamanho do texto: